Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 16/10/2025, às 14h43
De acordo com levantamento divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (16), a economia brasileira cresceu 0,4% no mês de agosto deste ano. O aumento foi registrado em comparação ao mês de julho, após a execução de ajustes sazonais. O índice analisado é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, o PIB.
O resultado mostra um movimento de recuperação da atividade, mesmo com um cenário de juros elevados e inflação registrada acima da meta. Na comparação com agosto do ano passado, o índice apresentou um avanço de 0,1%, enquanto o acumulado de 2025 já chega a 2,6%.
Se levar em consideração os últimos 12 meses, o crescimento soma 3,2%, o que reforça o desempenho positivo de setores como serviços, indústria e agropecuária.
Segundo o Banco Central, o indicador serve de referência para o Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está fixada em 15% ao ano.
Mesmo com o desempenho positivo da economia, o Banco Central avalia o ambiente com cautela. A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,48% no mês de setembro, sendo puxada principalmente pelo aumento nas contas de energia elétrica.
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No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 5,17%, superando o teto da meta de inflação, que é de 4,5%. De acordo com a ata da última reunião, o comitê deve manter os juros altos por um período prolongado, até que o controle da inflação esteja consolidado.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) é divulgado todo mês e busca medir a evolução da economia brasileira, servindo como um “termômetro” para a política monetária. Ele leva em conta informações sobre a produção na indústria, comércio, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos.
Apesar de funcionar como um indicador de tendência, o IBC-Br não substitui o PIB, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
No segundo trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 0,4%, impulsionado pelos setores industrial e de serviços.
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