Negócios
De uma infância acompanhando o pai em uma feira de Natal a um faturamento anual superior a R$ 12 milhões, o empresário e vendedor André Cândido transformou a própria trajetória em um método de vendas que será apresentado pela primeira vez na capital potiguar nesta quinta-feira (1º), Dia do Vendedor. O treinamento acontece das 18h às 22h, no auditório da Arena das Dunas, e terá como foco mentalidade, rotina e ferramentas para melhorar resultados.
A experiência que começou no comércio informal passou por trabalhos como garçom e chegou ao setor de treinamentos corporativos. Ao longo da carreira, André passou a capacitar profissionais e líderes de empresas do Rio Grande do Norte, fundou negócios e ampliou sua atuação para diferentes mercados.
Segundo o empresário, parte dos fundamentos aprendidos ainda na feira continua presente na rotina comercial, mesmo com a transformação provocada pelas ferramentas digitais.
“Na Feira, meu pai me ensinou que o bom vendedor olha nos olhos, entende o que o cliente precisa antes de oferecer o produto e nunca se deixa abalar por um ‘não’. Hoje o balcão mudou, é digital, mas a essência é a mesma”, afirma.
A experiência prática também serviu de base para o desenvolvimento de uma estratégia que, segundo André, o ajudou a sair de R$ 1 mil para os primeiros R$ 100 mil. A proposta central é substituir a preocupação exclusiva com preço pela capacidade de demonstrar valor ao cliente.
“Não existe fórmula mágica. Existe mentalidade, rotina e as ferramentas certas, nessa ordem”, resume o vendedor.
Atualmente, André afirma faturar mais de R$ 12 milhões por ano e liderar um ecossistema de negócios que alcança, direta e indiretamente, mais de 500 famílias. A partir dessa trajetória, criou a filosofia “vendas salvam vidas”, baseada na ideia de que a atividade comercial pode ultrapassar a simples negociação de produtos e serviços.
O mercado de vendas também representa uma parcela expressiva do mercado de trabalho brasileiro. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que vendedores do comércio varejista estão entre as ocupações com maior número de trabalhadores formais do país, reunindo historicamente cerca de 1,6 milhão a 1,9 milhão de pessoas com carteira assinada apenas no varejo.
Quando são incluídos atendentes de lojas, demonstradores e vendedores de atacado e serviços, o número ultrapassa 3 milhões de profissionais formais. Já o comércio reúne aproximadamente 10,5 milhões de pessoas ocupadas, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, 72,7% estão no varejo e 18,7% no atacado.
A atividade também tem forte presença entre trabalhadores autônomos. Uma pesquisa de mercado divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta vendas como a área com maior participação entre profissionais autônomos ou freelancers, com 30% das respostas entre os que trabalham por conta própria.
A mudança do ambiente físico para o digital está entre os temas que serão discutidos durante a palestra em Natal. Para André, ferramentas tecnológicas podem acelerar processos, organizar informações e auxiliar na identificação do perfil do consumidor, mas não eliminam a necessidade de relacionamento.
“A tecnologia pode organizar processos, acelerar tarefas e ajudar a entender melhor o consumidor. Mas quem cria conexão, entende a necessidade e transmite confiança continua sendo o vendedor”, afirma.
O treinamento terá ainda uma programação direcionada a profissionais que estão começando na área. Parte dos ingressos foi disponibilizada por valor social, com o objetivo de facilitar o acesso de novos vendedores ao conteúdo e às ferramentas apresentadas durante o encontro.
As vendas estão disponíveis no site oficial do evento.
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