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A portabilidade de crédito agora é totalmente digital, permitindo que correntistas transfiram empréstimos entre instituições financeiras diretamente pelos aplicativos dos bancos, o que elimina a necessidade de processos presenciais e reduz o tempo de espera.
Essa mudança, que ocorre cinco anos após o lançamento do open finance no Brasil, visa aumentar a concorrência no mercado de crédito, proporcionando mais agilidade e transparência para os consumidores na renegociação de dívidas.
Atualmente, a portabilidade digital está disponível apenas para crédito pessoal sem consignação, com planos de expansão para outras modalidades, como crédito imobiliário, previsto para novembro de 2026, o que pode resultar em redução de juros e maior competitividade entre as instituições financeiras.
A portabilidade de crédito passou a ser realizada de forma totalmente digital a partir desta semana, por meio do sistema de open finance. Com a nova funcionalidade, correntistas podem transferir empréstimos entre instituições financeiras diretamente pelos aplicativos dos bancos, sem necessidade de processos presenciais ou longos prazos de espera.
A iniciativa foi lançada poucos dias após o open finance completar cinco anos de funcionamento no Brasil e representa um novo avanço na ampliação da concorrência no mercado de crédito. Fora do ambiente digital, a portabilidade costuma levar entre 20 e 25 dias para ser concluída.
Com o novo modelo, o consumidor passa a ter mais agilidade, transparência e poder de escolha ao renegociar dívidas, podendo comparar ofertas e condições de forma mais clara e rápida.
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Open finance amplia acesso e pode reduzir juros
Nesta fase inicial, a portabilidade digital está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa do setor é que outras modalidades sejam incorporadas gradualmente ao sistema, ampliando o alcance da ferramenta.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), a presidente-executiva da Associação Open Finance Brasil, Ana Carla Abrão, classificou o lançamento como um marco para o ecossistema financeiro. Segundo ela, o objetivo é tornar o mercado mais acessível, comparável e transparente para os consumidores.
“A ideia é chegar ao crédito imobiliário, ou seja, abarcar o mercado de uma maneira muito ampla do ponto de vista de portabilidade”, afirmou.
De acordo com o cronograma atual, a portabilidade do crédito consignado do INSS deve entrar em operação a partir de novembro de 2026.
Criado pelo Banco Central e lançado em fevereiro de 2021, o open finance permite o compartilhamento seguro e padronizado de dados financeiros entre instituições, sempre mediante autorização do cliente. O sistema ampliou o antigo open banking ao incluir informações de crédito, investimentos, seguros e previdência.
Segundo a Associação Open Finance Brasil, a ferramenta tem potencial para reduzir juros, especialmente no crédito sem garantia, que atualmente apresenta taxas que variam de 4% a 20% ao mês. Com ofertas padronizadas, o consumidor consegue visualizar com clareza a economia nas parcelas e no custo total do contrato.
Atualmente, o open finance soma cerca de 100 milhões de consentimentos únicos ativos, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de pessoas com ao menos uma conta conectada. A expectativa é que a portabilidade digital impulsione ainda mais o uso do sistema e estimule a competição entre as instituições financeiras.
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