Negócios
A construção civil do Rio Grande do Norte voltou a registrar retração em setembro, interrompendo uma sequência de dois meses de crescimento. A queda atingiu tanto a atividade quanto o nível de emprego no setor, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado (FIERN), divulgado em 30 de outubro. Apesar do cenário negativo, empresários demonstraram maior disposição para investir e projetaram crescimento nos próximos seis meses.
O indicador de atividade recuou de 52,7 pontos, em agosto, para 46,8 pontos em setembro. Na metodologia da pesquisa, resultados abaixo de 50 pontos representam redução em comparação com o mês anterior, mas não correspondem ao percentual de queda da produção.
O emprego também apresentou resultado negativo, alcançando 46,8 pontos depois de dois meses de estabilidade. Em contrapartida, a utilização da capacidade operacional das empresas avançou de 45% para 51%, indicando maior aproveitamento da estrutura disponível.
Entre os principais entraves enfrentados pelo setor, a insuficiência da demanda interna liderou as reclamações dos empresários no terceiro trimestre. O problema foi mencionado por 63% das empresas ouvidas, seguido pelos juros elevados, apontados por metade dos participantes.
A carga tributária, a falta de capital de giro, a escassez ou o custo elevado de trabalhadores qualificados e a inadimplência dos clientes também apareceram entre as dificuldades. Cada um desses fatores recebeu 25% das indicações. Os entrevistados podiam apontar até três problemas.
Mesmo diante das dificuldades, os indicadores relacionados à saúde financeira das empresas apresentaram melhora entre julho e setembro. A satisfação com o lucro operacional subiu de 28,2 para 40,6 pontos, enquanto a avaliação da situação financeira avançou de 31,9 para 46,8 pontos. Apesar da recuperação, ambos permaneceram abaixo da linha dos 50 pontos.
O acesso ao crédito também apresentou avanço, passando de 40,7 para 43,9 pontos. O resultado indica que os empresários encontraram menos dificuldades para obter financiamento, embora o indicador ainda permaneça em território de insatisfação.
Já os preços das matérias-primas continuaram pressionando os custos da construção. O índice caiu de 68,1 para 62,5 pontos, mas permaneceu acima dos 50 pontos, sinalizando que os aumentos de preços ainda são predominantes entre as empresas consultadas, embora tenham atingido uma parcela menor dos participantes.
Para os próximos seis meses, entretanto, as expectativas são mais positivas. Em outubro, os indicadores de perspectivas para a atividade, compras de insumos e novos empreendimentos chegaram a 59,3 pontos cada, demonstrando confiança dos empresários em uma retomada do setor.
A expectativa em relação ao emprego também ficou acima da linha de estabilidade, alcançando 56,1 pontos. Outro destaque foi a intenção de investimento, que avançou de 33,4 pontos em setembro para 46,4 pontos em outubro.
O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto mais elevada a pontuação, maior a disposição dos empresários para realizar investimentos. Apesar da alta expressiva, o resultado ainda não significa que os recursos tenham sido efetivamente aplicados.
A sondagem foi realizada entre 1º e 13 de outubro, com a participação de oito empresas do Rio Grande do Norte: duas de pequeno porte e seis médias ou grandes. O levantamento reúne informações sobre a percepção dos empresários e é elaborado pela FIERN, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Leia também:
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top