Negócios
A confiança dos empresários industriais do Rio Grande do Norte subiu 5,4 pontos em outubro e chegou a 58,5 pontos, o melhor resultado para o mês desde 2022. Apesar do avanço, as pequenas empresas voltaram a demonstrar falta de confiança, enquanto a avaliação das condições atuais dos negócios permaneceu negativa, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado (FIERN).
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) estadual passou de 53,1 pontos, em setembro, para 58,5 pontos em outubro. O resultado ficou 8,2 pontos acima do registrado no mesmo mês de 2025 e superou em 4,2 pontos a média histórica do indicador.
A pesquisa ouviu empresários entre os dias 1º e 13 de outubro, antes do segundo turno das eleições. Os dados revelam uma melhora na percepção do setor sobre os próximos meses, embora a situação presente ainda seja considerada desfavorável.
O principal avanço ocorreu nas perspectivas para o futuro. O índice de expectativas para os seis meses seguintes aumentou de 55,9 para 63,2 pontos, indicando maior otimismo dos industriais em relação ao desempenho dos negócios.
As médias e grandes empresas acompanharam essa tendência de alta. O movimento também foi observado nos segmentos da construção, da indústria extrativa e da indústria de transformação, conforme os dados divulgados pela FIERN.
Em contrapartida, a avaliação das condições atuais avançou apenas 1,4 ponto, passando de 47,5 para 48,9 pontos. Como o indicador permaneceu abaixo de 50 pontos, o resultado mostra que os empresários ainda avaliam negativamente a situação corrente dos negócios.
Apesar do desempenho positivo do índice geral, as pequenas empresas destoaram do cenário de recuperação e retornaram à faixa de falta de confiança. O resultado evidencia que a melhora do ambiente industrial potiguar não foi uniforme entre os diferentes portes de negócios.
A metodologia utilizada considera que resultados acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto números inferiores a esse patamar representam falta de confiança. Dessa forma, a avaliação negativa das condições atuais contrasta com o otimismo demonstrado em relação ao futuro.
O levantamento mede a percepção dos empresários sobre o momento dos negócios e as perspectivas para o curto prazo. Portanto, a elevação da confiança não significa, necessariamente, que a produção industrial tenha crescido ou que as empresas tenham ampliado contratações e investimentos.
No Brasil, a recuperação da confiança industrial ocorreu em ritmo mais moderado. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador nacional avançou de 44,9 pontos, em setembro, para 46,2 pontos, em outubro.
Mesmo com a alta, a confiança dos industriais brasileiros permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos pelo 22º mês consecutivo. O índice também continuou inferior à média histórica nacional, de 53,2 pontos.
A diferença entre os resultados estadual e nacional evidencia um cenário mais favorável para a confiança industrial potiguar no período analisado. Ainda assim, a permanência da avaliação negativa sobre as condições atuais e a falta de confiança entre pequenas empresas indicam que a recuperação do setor enfrenta obstáculos.
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