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Com ovos até 25% mais caros, potiguares trocam marcas tradicionais por bombons e opções artesanais; entenda as alternativas

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A Associação dos Supermercados do RN aponta queda na procura por ovos de chocolate, refletindo a mudança no comportamento do consumidor.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 03/04/2026, às 09h14



O consumidor que deixou para garantir os chocolates da Páscoa nesta Sexta-feira Santa (3) encontrou um cenário de preços salgados nas prateleiras da Grande Natal. Com a alta acumulada de quase 25% no preço do chocolate nos últimos 12 meses, impulsionada pela crise no mercado internacional do cacau, o hábito de compra dos potiguares passou por uma migração forçada: os tradicionais ovos de marca estão perdendo espaço para caixas de bombons, tabletes e a produção artesanal.

Segundo a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), tanto a oferta das indústrias quanto a procura dos clientes por ovos de chocolate foram reduzidas este ano. "O chocolate aumentou muito, principalmente os ovos que têm apelos como brinquedos e licenciamento de personagens, o que encarece o produto final", explica Gilvan Mikelyson Góis, presidente da Assurn.

Estratégia de sobrevivência: barras e bombons

Em redes de supermercados como o Nordestão, as caixas de bombons já concentram cerca de 70% das vendas do setor de confeitaria nesta reta final. A alternativa tem sido a saída para quem não quer deixar de presentear, mas precisa economizar.

A pedagoga Bruna Letícia de 26 anos conta que esse ano teve que interromper a tradição dos ovos de Páscoa: "esse ano está tudo muito caro. Preferi comprar ovos artesanais feitos por amigas que estão vendendo. Desse jeito, economizo e ainda ajudo pessoas próximas", relata.

Oportunidade no artesanal

Enquanto as grandes indústrias enfrentam resistência, o mercado de doces caseiros em Natal vive um momento de expansão. Com preços que variam entre R$ 45 e R$ 100, os ovos artesanais entregam mais recheio e personalização por um valor inferior ao de muitos produtos industrializados de gramatura similar.

Entenda o motivo da alta

O principal vilão da Páscoa 2026 é o cacau. As dificuldades de colheita nos maiores produtores mundiais, como Costa do Marfim e Gana, fizeram a matéria-prima disparar no mercado internacional. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou que o chocolate acumulou alta de 24,77%, superando a inflação geral e pressionando o orçamento das famílias potiguares.

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