Negócios
Publicado em 24/02/2026, às 07h32 Malu Machado
Os pequenos negócios se consolidaram como o principal motor da economia do Rio Grande do Norte em 2025, respondendo por 36,6% do PIB e 98,14% dos empregos formais gerados até novembro do ano passado.
Com 274.717 pequenos negócios ativos, o setor de Serviços lidera com 106.742 empresas, seguido pelo Comércio, enquanto atividades ligadas à estética e alimentação se destacam no crescimento.
O Sebrae-RN enfatiza a importância do apoio à gestão e inovação, e iniciativas como a formalização de empreendedores no interior, como a artesã Andreia Vallero, estão contribuindo para a descentralização econômica e redução das desigualdades regionais.
Os pequenos negócios firmaram seu papel como o principal motor da economia do Rio Grande do Norte em 2025. De acordo com o boletim Pequenos Negócios em Números, elaborado pelo Sebrae-RN, o segmento foi responsável por 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e por impressionantes 98,14% dos empregos formais gerados até novembro do ano passado.
Atualmente, o estado contabiliza 274.717 pequenos negócios ativos, evidenciando a força do empreendedorismo local. Desse total, mais de 206 mil empresas são optantes pelo Simples Nacional, regime que facilita a tributação para micro e pequenos empresários.
O levantamento aponta que o setor de Serviços é o grande protagonista, com 106.742 empresas registradas, seguido de perto pelo Comércio (68.663). Atividades ligadas à estética, alimentação, logística e saúde foram as que mais cresceram, acompanhando as novas tendências de consumo dos potiguares.
Para o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, os dados reforçam que o apoio à gestão e à inovação é o caminho para o desenvolvimento sustentável.
Os pequenos negócios são fundamentais para o crescimento do RN, gerando novas oportunidades e competitividade", destacou.
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Além dos números frios, o empreendedorismo tem transformado vidas no interior. É o caso da artesã venezuelana Andreia Vallero, que fundou em Caicó a marca Encanto Mulheres do Seridó. Utilizando resíduos da indústria de bonés para criar bolsas e chapéus, ela se formalizou como MEI em 2025.
Quero crescer e formar minha própria empresa. O Sebrae foi peça importante nessa trajetória", afirma Andreia.
A Grande Natal ainda concentra o maior volume de empresas, mas regiões como o Oeste, Agreste e Seridó apresentam um crescimento sólido, ajudando a descentralizar a economia e reduzir as desigualdades entre as regiões do estado.
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