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Casas de plástico, 40% mais baratas, à prova de fogo e construídas em apenas 4 dias prometem revolucionar mercado. Conheça

Imagem Casas de plástico, 40% mais baratas, à prova de fogo e construídas em apenas 4 dias prometem revolucionar mercado. Conheça
Com tijolos modulares de plástico, a construção das casas de plástico é rápida, econômica e sustentável, ideal para enfrentar o déficit habitacional  |   BNews RN - Divulgação
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 08/12/2025, às 10h09



Uma empresa colombiana criou casas com plástico 100% reciclado, montagem em 4 dias, custo até 40% menor, estrutura antissísmica e reutilização de 3 mil toneladas de lixo. A ideia de transformar lixo em moradia deixou de ser conceito e virou engenharia aplicada e agora está chamando a atenção do mercado.

O projeto iniciado a partir de uma pesquisa acadêmica em 2011 passou a redesenhar a lógica da construção civil ao utilizar plástico 100% reciclado como matéria-prima estrutural para casas, escolas e prédios comunitários. 

A tecnologia evoluiu, escalou e hoje a startup Conceptos Plásticos já reaproveitou mais de 3 mil toneladas de resíduos plásticos, convertendo esse material em blocos de construção que permitem erguer moradias completas em apenas quatro dias, com custo até 40% menor que a alvenaria tradicional. Além da economia, o impacto é também ambiental e social.

Tijolos de plástico 100% reciclado

O modelo das novas moradias é baseado em blocos modulares de plástico reciclado com dimensões semelhantes às do tijolo convencional. 

Cada unidade possui cerca de 50 centímetros de comprimento e pesa aproximadamente 3,3 quilos, sendo produzida a partir de resíduos urbanos que passariam décadas ou séculos no meio ambiente sem decomposição.

Esses blocos recebem aditivos retardantes de combustão, que impedem que o material funcione como combustível ativo em caso de incêndio. Além disso, o plástico empregado não sofre ação de fungos, bactérias ou umidade, eliminando problemas recorrentes de infiltração, mofo e apodrecimento estrutural.

Outras vantagens

Um outro fator técnico desses tijolos é o isolamento térmico natural. O plástico reduz a transferência de calor entre o exterior e o interior da construção, fazendo com que as casas permaneçam mais frescas em regiões quentes e com menor perda térmica em áreas frias.

A velocidade de execução é outro ponto que chama atenção. Segundo a própria empresa, três adultos com treinamento básico conseguem montar uma casa de 40 metros quadrados em apenas quatro dias. Enquanto uma construção convencional pode levar de semanas a meses para atingir o mesmo estágio estrutural.

O segredo está no sistema modular de encaixe, inspirado na lógica de blocos intertravados. As peças chegam prontas ao local e são apenas montadas, dispensando estruturas complexas, grandes volumes de concreto ou ferragens pesadas.

O sistema ainda permite ampliação futura da casa, uma vez que os módulos podem ser adicionados conforme a necessidade da família, sem demolições e sem comprometer a estrutura existente.

Custo até 40% menor 

O uso de plástico reciclado como matéria-prima gera uma redução significativa nos custos e as construções ficam até 40% mais baratas em comparação com a alvenaria tradicional, considerando materiais, mão de obra e tempo de obra.

Esse fator transforma a tecnologia em uma ferramenta direta de política habitacional. O que antes exigia grandes investimentos públicos, agora pode ser viabilizado com orçamento reduzido, especialmente em regiões onde o déficit de moradia é crítico.

O projeto também cria um mercado estruturado para o lixo plástico, gerando renda para cooperativas de reciclagem, catadores e cadeias logísticas ligadas à coleta seletiva.

No Brasil

Esse tipo de construção ainda não é adotado no Brasil. Mas a solução tem tudo para ganhar espaço. O país recupera apenas 1,82% dos resíduos recicláveis secos e orgânicos, segundo dados do Ministério das Cidades. 

O Atlas Brasileiro da Reciclagem de 2023 informa que, em 2022, o país reciclou uma quantidade significativa de materiais, mas ainda enfrenta desafios, como a dependência de lixões em muitos municípios. 
Além disso, apenas sete cidades oferecem coleta seletiva a 100% das residências. A reciclagem é um tema crítico, especialmente considerando que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo.

Outro fator é o déficit habitacional no Brasil de 5,97 milhões de moradias em 2023. O Sudeste (2,31 milhões) e o Nordeste (1,63 milhões) concentram os maiores números absolutos de déficit, seguidos por Norte, Sul e Centro-Oeste. Em 2023, a maior parte do déficit foi registrada fora das regiões metropolitanas.

O maior fator é o ônus excessivo com aluguel urbano, que atinge 3.665.440 domicílios (61,3%), seguido por habitações precárias (1.241.437) e por situações de coabitação (1.070.440). 

Classificação Indicativa: Livre

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