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Capital x Interior: veja a lista das cidades que mais ganharam e mais perderam empregos no RN em 2025

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Ranking revela as cidades que mais criaram e perderam empregos, destacando Natal e Mossoró como extremos opostos em 2025  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 05/02/2026, às 09h14   Malu Machado



O Rio Grande do Norte fechou 2025 com a criação de 15.870 novos empregos formais, destacando a Região Metropolitana de Natal como o principal motor econômico, enquanto cidades do interior enfrentam desafios devido ao fim de grandes obras e perda de competitividade.

Natal foi responsável por mais de 7 mil novas vagas, impulsionadas pela indústria e construção civil, enquanto Mossoró registrou o pior desempenho, afetada pela retração no setor de serviços e migração de empresas para municípios vizinhos.

Cidades como Assú e Currais Novos também enfrentaram perdas significativas de empregos, levando as autoridades locais a buscar novos investimentos em energia renovável para revitalizar a economia e mitigar a dependência de grandes projetos de infraestrutura.

Resumo gerado por IA

O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com um saldo positivo de 15.870 novos empregos formais. No entanto, os dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam duas realidades distintas: enquanto a Grande Natal vive um momento de expansão impulsionado pela indústria e construção, cidades estratégicas do interior sofreram com o encerramento de grandes obras e a perda de competitividade.

A força da Região Metropolitana

A Região Metropolitana de Natal (RMN) foi o grande motor econômico do estado. Natal liderou o ranking com folga, criando mais de 7 mil vagas, com destaque absoluto para o setor industrial.

Cidades vizinhas como São Gonçalo do Amarante e Extremoz pegaram carona no aquecimento da construção civil. Segundo o prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, o resultado é fruto de um "mix" entre investimentos públicos e a confiança do setor imobiliário privado. 

O presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, reforça que o bom desempenho da capital gera um "efeito cascata" positivo nos municípios vizinhos.

Natal liderou a geração de empregos e, quando a capital vai bem, os municípios da RMN costumam também ir bem, principalmente no setor de comércio e serviços”.

O desafio do interior

Na contramão da capital, Mossoró registrou o pior desempenho do estado. O motivo principal foi a retração no setor de serviços, especialmente em áreas de call center e facilities. Além disso, o deslocamento de empresas da cadeia de petróleo e gás para cidades vizinhas drenou postos de trabalho da capital do Oeste.

Já em Assú, o saldo negativo foi um reflexo direto do fim de um ciclo: a conclusão das obras de uma usina de energia solar. "Com o fim da implantação, a operação demanda menos profissionais", explicou a prefeitura local, que agora aguarda novos investimentos em energia para 2026.

Mossoró sob análise

A perda de competitividade de Mossoró preocupa especialistas. O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, aponta que a cidade precisa se reinventar para evitar que setores estratégicos, como o de Petróleo e Gás, continuem migrando para municípios menores da região. 

Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.

O setor agropecuário foi o único que evitou um desastre maior na cidade, apresentando saldo positivo.

O "efeito obra" em Assú e Currais Novos

O saldo negativo em Assú (-1.284) e Currais Novos (-705) acende um alerta sobre a dependência de grandes projetos de infraestrutura e energia. Nestas cidades, a construção civil puxou os números para baixo após o encerramento de canteiros de obras. A estratégia agora é atrair novas usinas eólicas e solares para retomar o ciclo de contratações.

Pilar da indústria

O setor industrial foi o "porto seguro" da economia potiguar em 2025, sendo responsável por 31,7% de todas as vagas geradas no estado. De acordo com a FIERN, a confiança do empresário industrial está em alta, o que pode acelerar as contratações em 2026, caso a taxa de juros continue em trajetória de queda.

Top 5 cidades que criaram e perderam vagas

Cidades que mais criaram vagas
1º – Natal – 7.108
2º – Parnamirim – 2.167
3º – São Gonçalo do Amarante – 1.800
4º – Macaíba – 1.070
5º – Extremoz – 535

Cidades que mais perderam vagas
1º – Mossoró (-1.393)
2º – Assú (-1.284)
3º – Currais Novos (-705)
4º – São José do Seridó (-209)
5º – Espírito Santo (-169)

Classificação Indicativa: Livre

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