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A suspensão de cerca de R$ 38,8 bilhões em investimentos em energias renováveis no Nordeste, prevista para o biênio 2025-2026, acendeu um alerta no setor elétrico e já provoca impactos no Rio Grande do Norte. O cenário envolve entraves como cortes forçados de geração, limitações na transmissão e insegurança regulatória.
Segundo representantes da indústria, o ambiente de incerteza tem levado empresas a reavaliar novos projetos e até considerar a migração de investimentos para outras regiões do país. O problema atinge diretamente estados com forte vocação para geração de energia limpa, como os do Nordeste.
Entre os principais fatores apontados está o chamado “curtailment”, quando usinas precisam interromper a produção por falta de capacidade de escoamento, o que gera prejuízos significativos para investidores.
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Especialistas e entidades do setor destacam que os efeitos vão além da geração de energia. O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), Williman Oliveira, afirma que a necessidade de interromper a produção tem causado perdas relevantes e desestimulado novos aportes.
A avaliação é compartilhada por representantes da Associação Brasileira de Energia Eólica, que apontam que a incerteza regulatória tem dificultado o avanço de novos empreendimentos. No cenário atual, investidores aguardam maior previsibilidade para retomar projetos.
No âmbito regional, o risco inclui demissões, fuga de capital e adiamento de obras. Para especialistas, o Nordeste pode perder competitividade mesmo reunindo condições naturais favoráveis para a geração de energia eólica e solar.
O debate ocorre em paralelo à implementação da Lei nº 15.269/2025, que busca modernizar o setor elétrico. Apesar dos avanços, agentes do mercado cobram regulamentação mais ágil, especialmente em relação à compensação pelos cortes de geração e ao incentivo ao armazenamento de energia.
Mesmo diante das dificuldades, empresas como Casa dos Ventos e Vestas afirmam que mantêm interesse na região. O futuro do setor, no entanto, dependerá da articulação entre governo e iniciativa privada para garantir segurança jurídica e destravar novos investimentos.
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