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[VÍDEO] Ciclistas pedalam nus na Avenida Paulista em protesto contra violência no trânsito; Confira

Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Ciclistas se reúnem na Avenida Paulista para a Pedalada Pelada, um protesto global pela segurança no trânsito e mobilidade urbana.  |   BNews RN - Divulgação Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 15/03/2026, às 10h09



Centenas de ciclistas participaram da Pedalada Pelada na Avenida Paulista, um evento que visa chamar a atenção para a vulnerabilidade dos ciclistas no trânsito, simbolizando a falta de proteção ao pedalar nu.

Os manifestantes reivindicaram melhorias na segurança viária, mais ciclovias e respeito entre motoristas e ciclistas, destacando a necessidade de políticas públicas para reduzir acidentes e promover a mobilidade urbana sustentável.

O ato gerou grande repercussão nas redes sociais, com vídeos e fotos do evento se espalhando rapidamente, evidenciando a persistente sensação de insegurança entre os ciclistas em São Paulo, apesar do aumento das ciclovias na cidade.

Resumo gerado por IA

Quem passou pela Avenida Paulista na noite deste sábado (14) se deparou com uma cena inusitada: centenas de ciclistas pedalando completamente nus ou seminus. O grupo participava da Pedalada Pelada, a versão paulistana do movimento internacional World Naked Bike Ride (WNBR), que ocorre simultaneamente em diversas metrópoles do mundo.

A concentração começou por volta das 20h na Praça Marechal Cordeiro de Farias (Praça dos Arcos), em Higienópolis. De lá, o comboio seguiu para a Avenida Paulista, passando em frente ao Masp, e desceu a Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt. Além das bicicletas, o protesto contou com skates e patins, todos unidos pelo mesmo propósito: denunciar a fragilidade física de quem compartilha as vias com carros, ônibus e caminhões.

Vulnerabilidade em exposição

O uso da nudez não é meramente estético ou recreativo; para os manifestantes é uma ferramenta política. Segundo os organizadores, pedalar nu simboliza que o ciclista não possui nenhuma "carcaça" ou proteção além da própria pele. “É uma forma de dizer o quanto somos vulneráveis e que, no trânsito, o corpo é a nossa única proteção”, afirmaram os manifestantes em nota.

Pautas do Movimento

  • Segurança viária: cobrança por políticas públicas que reduzam atropelamentos e mortes;
  • Mobilidade urbana: defesa de mais ciclovias conectadas e sinalização eficiente;
  • Meio ambiente: incentivo ao transporte não motorizado como alternativa sustentável;
  • Respeito: combate à agressividade de motoristas contra pedestres e ciclistas.

Repercussão nas redes

Vídeos e fotos do ato rapidamente viralizaram nas redes sociais. Muitos participantes aproveitaram a exposição para pintar frases de protesto e estatísticas de acidentes diretamente na pele. O evento, que nasceu em 2004, completa mais de duas décadas de existência mostrando que, apesar do avanço das ciclovias em cidades como São Paulo, a sensação de insegurança ainda é o maior obstáculo para quem deseja adotar a bicicleta como meio de transporte principal.

Confira:

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