Geral
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte acredita que cada vida tem um propósito. Investimentos em vidas que merecem ser acolhidas, valorizadas e incentivadas são inspiração para a construção de um futuro brilhante. E é de olho nesta mudança que a Fecomércio vem fazendo a diferença para quem mais precisa. O nome da transformação é Escola Sesc RN.
Ao longo deste ano, o Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN) disponibilizou 381 novas vagas para ingresso na Educação Infantil (pré-escola), Ensino Fundamental (anos iniciais) e também para o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de projetos de educação complementar, como os Cursos de Valorização Social (CVS).
Detalhe: metade das vagas não custam um centavo sequer, graças ao Programa de Comprometimento e Gratuidade, o PCG. As demais possuem mensalidade de valor acessível.
Nesse contexto, crianças, jovens, adultos e idosos encontram no Sesc RN um ambiente que promove o desenvolvimento integral, que respeita as identidades culturais e os valores éticos e de cidadania.
O Sesc RN possui sete escolas. Duas delas em Natal (Potilândia e Zona Norte) as demais em Macaíba, Nova Cruz, São Paulo do Potengi, Caicó e Mossoró.
Para o ano letivo de 2026, a expectativa é de que sejam abertas mais de 700 novas vagas nas unidades de Potilândia, Mossoró e Caicó, sendo cerca de 400 somente na capital, após reforma e ampliação.
Segundo o próprio Sesc, ao oferecer vagas gratuitas ou com mensalidade acessível, a iniciativa contribui para inclusão social e qualificação de jovens e crianças. É daí que vem a conexão direta com a ideia de transformar vidas.
A presença em várias cidades mostra que há investimento no desenvolvimento regional, fortalecendo todo o território potiguar. E a oferta de educação integral e em diferentes modalidades (infantil, fundamental, EJA) demonstram o fortalecimento da economia, com a capacidade de formação de pessoas aptas a participar do mercado de trabalho e da vida ativa no estado.
É fato. As escolas do Sesc são parte de uma instituição mais ampla: o Sistema Fecomércio-RN, que integra educação, cultura, saúde e lazer. Trata-se de desenvolver o Rio Grande do Norte no sentido amplo da concepção – não apenas o econômico, mas também o imaterial, o humano, o cultural.
Thaciane Martins Câmara Alexandre é diretora da unidade da Escola Sesc na Zona Norte de Natal. Ela falou sobre a influência do Sesc na vida das crianças. “Vou trazer uma realidade local. Hoje, o Sesc da Zona Norte atinge crianças em estado de vulnerabilidade social, e que têm a oportunidade de ter uma educação de qualidade, além de saúde, lazer e cultura”, destacou.
“A Fecomércio é essencial para o Sesc Escola. Ela é o pontapé inicial para o desenvolvimento de todos os projetos. Cada ação pensada para a escola, seja ela uma ação educacional, uma ação voltada de lazer, de saúde e assistência, que é desenvolvida na escola, é através da liberação da Fecomércio. Hoje ela é o ponto de partida para todos os projetos. A Fecomércio é a responsável legal, financeira”, acrescentou.
E como o Sesc influencia na vida social das crianças atendidas? “O Sesc, na vida das crianças, na formação social, ela proporciona uma educação integral. Quando a gente fala do Sesc em si, não falamos somente do eixo educação. Aqui na escola temos alunos que estudam e são filhos de estudantes da EJA. A escola, hoje, ela proporciona essa abertura para as famílias estarem também inseridas dentro da educação. Atendemos um público totalmente vulnerável, totalmente dependente do Sesc”, frisou Thaciane.
“Também temos crianças que são atendidas na área da saúde. Nós temos aqui um programa nutricional chamado AvanSesc, que são crianças que são atendidas para verificar a questão da obesidade, da alimentação nutricional, da pesagem se achar de forma correta. Temos crianças que participam do programa de odontologia da escola. Crianças que nunca tiveram acesso ao dentista, o Sesc proporciona. Também na questão cultural, na assistência social, enfim, o Sesc proporciona, não só elas, às crianças, mas também à família, educação de forma integral, com orientações, palestras, entre outras atividades”, pontuou.
E como seria a vida dessas crianças se não estivessem no Sesc? A resposta da diretora foi rápida, mas chegou acompanhada de muita emoção. “Talvez muitas dessas crianças, em situação de vulnerabilidade, não tivessem encontrado um espaço seguro e acolhedor cheio de oportunidades. A Escola Sesc vai muito além do ensino”, afirmou a diretora.
É um projeto que transforma a vida social desses alunos. Cada criança é acolhida, valorizada, incentivada a acreditar no seu potencial. São muitas as dificuldades diárias que elas externam aqui na escola. Por meio da educação e do cuidado de cada profissional, essa vivência coletiva e essas vidas são mudadas. Os futuros dessas crianças estão nos rumos diferentes e são construídos cheios de esperança e dignidade”.
"Temos crianças com famílias extremamente carentes, em estado de pobreza extrema. Crianças que vêm para a escola pelo estudo e também por uma alimentação diária que a escola fornece. Às vezes é a única por dia. Se o Sesc não existisse, elas poderiam tomar outros rumos. Alguns dos seus familiares estão presos, sem oportunidade de estar dentro do convívio social, de ter um trabalho digno e de trilhar um futuro que todo cidadão merece, que é um futuro brilhante”, concluiu.
A Escola Sesc da Zona Norte de Natal possui 262 crianças, que vão de 6 anos até 14 anos, e mais uma turma da Educação de Jovens e Adultos que são inseridos a partir de 18 anos. Não há limite de idade para o EJA.
Lucian Eberth Araújo Silva é professor de Educação Física. Ele também dá aulas na Zona Norte da capital potiguar. O ingresso dele no Sesc aconteceu em São Paulo do Potengi, onde era estudante. Ele foi escolhido em meio a um processo seletivo para ser estagiário na unidade. “Passei dois anos lá em São Paulo do Potengi. Depois, abriu outro processo seletivo para a Zona Norte, que estava em reforma para a reinauguração da unidade, com espaço novo. Participei do processo em 2016 e também tive êxito. Desde então continuo aqui na unidade”, disse.
E como o professor entende a importância do Sesc na vida das crianças? “Bom, é de extrema importância. Além do corpo docente qualificado, a gente passa por formações constantes, semestralmente, anualmente, além dessa mão de obra qualificada que o Sesc oferece, ele oferece também todo o espaço, toda a estrutura que uma escola pública, muitas vezes, alguns particulares não vão ter para ofertar para as crianças. Além de tudo isso, a questão de alimentação também é importante, com acompanhamento de nutricionista, que é de extrema qualidade. Tem os horários de lanche, os horários de acompanhamento de físico-pedagogos e auxiliares de sala. É tudo voltado para um público realmente carente, que necessita desse atendimento de qualidade que eles merecem”, enumerou Lucian.
O professor também fez questão de enaltecer a educação física para a saúde física e mental dos alunos. “A educação física é de extrema importância, porque ela vai trabalhar um ser e vai construir um indivíduo por completo, um cidadão por completo. Não à toa que a educação física é uma disciplina que é obrigatória pela Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. A educação física ajuda no desenvolvimento da criança como um todo. É o momento que a criança sai do ambiente da sala de aula e vai para outro ambiente, geralmente um ambiente mais aberto, um ambiente onde vai trabalhar com o corpo, com a mente, e isso ajuda muito a criança a absorver os conteúdos, as disciplinas. Então é de extrema importância a educação física para todos os alunos de qualquer faixa etária.
Além do desempenho físico e mental, o professor ainda destacou a relevância do projeto como preparação para a vida do estudante: Disse ele:
A Escola Sesc vai formar o cidadão por inteiro, para que ele fique apto a servir a sociedade, que o aluno possa ser o protagonista”.
"A alimentação na vida das nossas crianças, ela tem um peso bem interessante. A gente oferta uma refeição de forma equilibrada, de forma completa. Aqui as crianças têm acesso a várias opções, a vários sabores, a várias texturas. A gente trata o aluno na sua individualidade. Estamos falando de intolerâncias, de alergias, estamos falando da importância específica alimentar. A gente gosta muito de ter esse cuidado com o nosso aluno, para além do alimento enquanto forma de consumo apenas para nutrir o corpo. Eu acho que é muito da importância que a gente traz das outras atividades que a gente faz, de oficina, de aula, de deixar o aluno conhecer o alimento, dele ser protagonista e entender o que o alimento faz na vida dele. Não só porque é preciso comer, porque eu tenho que nutrir meu corpo para ter energia, por exemplo. É muito além disso. É praticar uma nutrição dentro da escola que ele consegue ter informações que vão melhorar a qualidade de vida, a saúde do aluno. E ele vai replicar isso com sua família", explicou Rhana Gabriele de Aquino Soares, nutricionista da Escola Sesc.
Rhana ressalta que é preciso entender que há crianças que, de fato, têm na merenda escolar a única refeição do dia. E algumas delas, inclusive, revelaram não saber quando teriam outra comida com a mesma qualidade. "Sim, já tem alguns casos aqui, algumas histórias de alunos que vieram para a escola sem se alimentar ou que chegaram aqui e pediram para levar um pouquinho para casa porque os pais ou os irmãos não tinha acesso. E como ele tinha todo aquele alimento ali, disponível, ele queria compartilhar com a família em casa. Algumas pediram para repetir várias vezes porque sabiam que quando chegassem em casa não tinham outra refeição parecida ou algo para se alimentar. São histórias bem sensíveis", confirmou.
E como seria a vida dessas crianças em vulnerabilidade social se não existisse o Sesc Escola? Já pensou nisso? "Eu acho que nem consigo mensurar a importância que o Sesc tem na vida desses alunos e da família deles. Um lanche saudável e equilibrado, disciplinas que somente escolas particulares possuem, um projeto onde a criança é o objeto principal de educação da escola. E, para além disso, os outros serviços que o Sesc disponibiliza em outras áreas, de assistência, de saúde, serviços de lazer, de forma gratuita ou com um valor mais acessível para esse público, que não só dos alunos, mas que os pais dos alunos acabam utilizando de todos os serviços. Acho que é bem importante o papel das nossas escolas para a vida social de todas essas pessoas e de suas famílias", afirmou Rhana.
E para a nutricionista, o Sesc é especial? Existe a transformação? "Eu sempre quis um trabalho que eu pudesse atuar em várias áreas da nutrição, não ser só nutricionista e especialista em algo. Aqui no Sesc eu encontro isso, eu atuo enquanto cliente, eu atuo enquanto escola, enquanto nutricionista de produção, seja lá dentro da cozinha produzindo, seja planejando. Então, acredito que a oportunidade que eu tive até hoje é de aprender todos os dias uma coisa nova, uma atividade nova, ajudar quem está aqui do meu lado, seja dando uma comida ou planejando algo. Sou muito feliz e muito satisfeita com a oportunidade que eu tive, que eu tenho todos os dias de estar aqui e de ajudar o outro", finalizou Rhana.
"Se não fosse o Sesc eu não teria aprendido a fazer trabalhos em grupo, não teria responsabilidade, não teria organização, essas coisas. O Sesc me ensinou tudo isso".
As palavras são da estudante Júlia Rebeca Bezerra de Souza. Ela tem 12 anos. Quase metade vividos no Sesc, de onde ela não pensa em sair tão cedo.
"Com o tempo me acostumei aqui. Gosto muito pelo ensino e pelos professores também. Não tenho vontade de sair", acrescentou a menina, que é aluna do sexto ano do ensino fundamental.
A família, Júlia, o que seus pais pensam? "Eles acham o Sesc um ensino muito bom, com oportunidades boas. É uma escola muito... vamos dizer que a gente também não paga... mas a gente também tem oportunidades muito boas, com bolsa de estudo, com lanche, como fardas, tênis e material escolar", emendou.
E sobre o futuro, como você credita que será? "Eu me vejo como uma pessoa boa. Eu espero que o Sesc me leve a alcançar meus objetivos, até que eu consiga ser o que eu quero ser, que é ser médica veterinária", vislumbrou a menina.
João Lucas Lima dos Santos tem 11 anos. Ele também é aluno da Escola Sesc. E ele também não se vê sem essa oportunidade de transformação. "Se eu não tivesse o Sesc eu não ia aprender muitas coisas, porque quando eu cheguei aqui eu aprendi muitas coisas, como respeito, a fazer trabalhos em grupo. Aprendi com muitos amigos também. O Sesc é uma escola muito boa. Eu não aprenderia nem teria tantas coisas assim se eu não tivesse no Sesc", opinou o pequeno e jovem estudante.
O Sesc RN é a maior rede privada de Educação Infantil e Ensino Fundamental do Rio Grande do Norte. Para 2026, serão mais de 3.200 vagas. E é importante ressaltar: um terço dos estudantes são mantidos pelo Programa de Comprometimento e Gratuidade.
A Educação do Sesc oferece uma educação de excelência, com formação científica e humana, focada no desenvolvimento da cidadania plena. Entre os diferenciais estão os selos de reconhecimento de qualidade da educação, a nível nacional e internacional, o selo Rede Pea-Unesco, Selo ODS Educação (da ONU) e Escola Azul (da Marinha).
Há também diversos prêmios e reconhecimentos aos professores e alunos, como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Prêmio Cultura Digital, Educadores Inovadores Microsoft e outros.
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