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Vício em apostas online começa a impactar empresas com queda de produtividade e pedidos de adiantamento

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O crescimento das apostas online gera problemas de saúde e produtividade nas empresas, afetando colaboradores em todo o Brasil.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Magnific
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 02/08/2026, às 16h45



O avanço desenfreado das apostas online (as chamadas bets) ultrapassou a esfera financeira pessoal e transformou-se em um grave problema operacional e de saúde corporativa no Brasil. Setores de Recursos Humanos e lideranças de empresas têm registrado uma escalada no número de colaboradores afetados pela compulsão por jogos de azar, transtorno conhecido clinicamente como ludopatia.

A combinação de endividamento rápido, ansiedade e uso contínuo do celular durante a jornada de trabalho tem se refletido diretamente na rotina das companhias. Segundo entidades do setor e gestores de RH, a dependência se manifesta em comportamentos recorrentes no ambiente de trabalho:

  • Pedidos frequentes de adiantamento salarial: trabalhadores recorrem a vales de emergência ou ao crédito consignado para tentar cobrir perdas financeiras acumuladas nos aplicativos.
  • Queda expressiva de produtividade: o foco constante em "recuperar" o dinheiro perdido gera desatenção, atrasos e perda de prazos.
  • Absenteísmo e presenteísmo: registra-se um aumento de faltas injustificadas (muito ligadas aos dias de pagamento) e do chamado "presenteísmo", quando o funcionário está fisicamente presente, mas com a mente focada no jogo.
  • Deterioração da saúde mental: quadros intensos de ansiedade, insônia e isolamento social interferem no clima das equipes e aumentam os afastamentos médicos.

Ações de apoio e o papel dos RHs

Frente a esse cenário, especialistas alertam que encarar a situação apenas como uma "falha de conduta" limita as soluções e encobre uma crise de saúde. Grandes e médias empresas vêm desenvolvendo programas internos de conscientização, oficinas de educação financeira e redes de acolhimento.

A orientação principal de entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) é priorizar o apoio médico e psicológico, direcionando o trabalhador para o Sistema Único de Saúde (SUS) ou serviços especializados de apoio ao jogador compulsivo.

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