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Tentativa de fraude no CNJ tentou ligar mandados de prisão a Lula e Alexandre de Moraes

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Segundo o CNJ, a fraude consistiu na substituição indevida de CPFs vinculados a um mandado judicial já existente por dados pertencentes às autoridades  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Correio Braziliense
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 23/01/2026, às 15h54



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi alvo de uma tentativa de fraude que buscava associar ordens de prisão ao presidente Lula (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com informações apuradas pela CNN.

A irregularidade foi identificada no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), onde dados de um mandado judicial legítimo teriam sido alterados para incluir informações pessoais de autoridades nacionais.

Apesar da manipulação, não houve a efetiva criação nem a emissão de mandados de prisão falsos contra Lula ou Moraes, conforme esclareceu o próprio CNJ.

Alteração irregular foi rapidamente detectada

De acordo com o CNJ, a fraude consistiu na substituição indevida de CPFs vinculados a um mandado judicial já existente por dados pertencentes às autoridades. Em nota oficial, o CNJ afirmou que a ação foi executada por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, que teriam sido roubadas e utilizadas de forma indevida.

A instituição ressaltou que não houve invasão direta, violação ou comprometimento estrutural dos sistemas do Conselho.

CNJ descarta emissão de mandados e corrige dados

Segundo o CNJ, a tentativa de fraude foi identificada ainda em estágio inicial, permitindo o bloqueio da ação antes que qualquer ordem judicial falsa fosse formalizada.

Os nomes dos responsáveis não foram divulgados, e as investigações seguem sob responsabilidade da Divisão de Segurança da Informação do Conselho.

Histórico de ataques ao sistema do CNJ

O episódio remete a um caso anterior envolvendo o hacker Walter Delgatti, que conseguiu inserir documentos falsos e alvarás de soltura fraudulentos no sistema do CNJ.

Na ocasião, a pedido da então deputada federal Carla Zambelli, Delgatti chegou a inserir uma ordem de prisão falsa contra o ministro Alexandre de Moraes.

A Primeira Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a dez anos de prisão pelos crimes de invasão a sistema informatizado e inserção de documentos falsos. O hacker também foi condenado e cumpre pena.

Classificação Indicativa: Livre

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