Belém, sede da COP30, está sob alerta de perigo potencial para chuvas intensas e ventos de até 60 km/h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso vale até as 10h de sexta-feira (14) e inclui o Pará e outros nove estados do país.
As precipitações podem alcançar até 50 milímetros, exigindo atenção redobrada das equipes que atuam na conferência climática.
Apesar do risco considerado baixo para cortes de energia, quedas de galhos e descargas elétricas, o cenário meteorológico preocupa organizadores e participantes do evento. A previsão é de pancadas isoladas e fortes rajadas de vento ao longo dos próximos dias.
Além do Pará, o alerta amarelo também abrange Mato Grosso, Acre, Goiás, Rondônia, Amazonas, Amapá, Tocantins, Roraima e Maranhão. As áreas mais críticas incluem regiões centrais e de fronteira da Amazônia Legal, que podem registrar instabilidade intensa.
Chuva de 20 minutos causou caos na COP30
No início da semana, uma forte chuva de apenas 20 minutos provocou alagamentos na área externa do Parque da Cidade, onde ocorre a COP30. O episódio revelou fragilidades na drenagem urbana e gerou transtornos para delegações e visitantes internacionais.
Na Avenida Júlio César, principal acesso à chamada Blue Zone, a água cobriu calçadas e obrigou muitas pessoas a retirarem os sapatos para seguir caminho. Outros participantes preferiram andar pela pista, dividindo espaço com ônibus e carros, para evitar os pontos de alagamento.
O trânsito também foi impactado. O ônibus circular COP, que liga a Blue Zone à Green Zone, demorou quase uma hora para percorrer um trajeto que normalmente leva poucos minutos.
Visitantes surpreendidos com o clima amazônico
Enquanto os paraenses já estão acostumados às chuvas repentinas e volumosas, o cenário pegou de surpresa os visitantes estrangeiros. Muitos recorreram a improvisos para proteger trajes sociais e equipamentos eletrônicos, levantando barras de calça e segurando pastas e mochilas sobre a cabeça.
A instabilidade climática reacende o debate sobre infraestrutura e adaptação das cidades amazônicas a eventos extremos, justamente em um dos maiores encontros globais sobre meio ambiente.
Mesmo com os transtornos, as atividades da COP30 seguem normalmente, embora sob um céu que promete mais surpresas até o fim da semana.