Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 02/03/2026, às 13h08
No ano de 2021, o Governo do Rio Grande do Norte deu início a um esforço que tem transformado a forma de atendimento ortopédico no estado. Com a formação de uma rede que atualmente reúne 12 unidades de saúde, a linha de cuidado em ortopedia superou, no ano passado, a marca de 100 mil cirurgias executadas.
No total, foram realizados 107.157 procedimentos nesse período, consolidando uma mudança estrutural na saúde pública do RN. As cirurgias de urgência e emergência, antes concentradas em Natal, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, e em Mossoró, no Hospital Regional Tarcísio Maia, passaram a ser ofertadas também em Pau dos Ferros, Caicó, Parnamirim, Macaíba e Assu.
Com a ampliação da rede, o número anual de cirurgias saltou de 15.520, em 2021, para 26.834, em 2025, um crescimento de 72,89%.
No campo das cirurgias eletivas, a mudança é considerada histórica. Pela primeira vez no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, o interior passou a contar com procedimentos ortopédicos programados, com a implantação dos serviços nos hospitais regionais de Assu, Mossoró e Pau dos Ferros. A previsão é que Caicó também inicie a oferta, ampliando a cobertura para a região do Seridó.
Os dados demonstram o avanço da regionalização. No ano de 2021, no início da rede, as unidades do interior realizaram 2.646 cirurgias, número equivalente a cerca de metade do volume executado pelo Walfredo Gurgel naquele ano. Já em 2024, houve aumento de 116,36%, totalizando 5.725 procedimentos, superando a produção individual do hospital da capital.
No acumulado do período, a rede estadual atingiu 24,9 mil cirurgias realizadas apenas no último ano analisado.
Na Região Metropolitana, os investimentos também impactaram diretamente a assistência. O Hospital Deoclécio Marques de Lucena passou a contar com mais de 60 leitos clínicos e tornou-se referência em procedimentos ortopédicos, incluindo cirurgias eletivas para dar suporte ao Walfredo Gurgel.
Em Macaíba, a implantação da chamada barreira ortopédica retirou mais de nove mil atendimentos da principal unidade hospitalar do estado em um ano, contribuindo para reduzir a superlotação e o histórico problema de pacientes nos corredores.
Outra medida adotada foi o sistema “vaga zero” para cirurgias de fêmur em idosos, que garantiu atendimento a 524 pacientes em 2025, com realização do procedimento em até 24 horas.
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