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Pilotos e comissários podem entrar em greve já no início de janeiro; entenda

Imagem Pilotos e comissários podem entrar em greve já no início de janeiro; entenda
A greve, se confirmada, poderá impactar o aumento do fluxo de passageiros durante as festas de fim de ano e a alta temporada  |   BNews RN - Divulgação
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 24/12/2025, às 18h14



Aeronautas, incluindo pilotos e comissários, podem entrar em greve nacional a partir de 1º de janeiro de 2026, dependendo do resultado de assembleias que avaliarão uma nova proposta salarial apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho.

A proposta, que será votada entre 26 e 28 de dezembro, prevê um reajuste salarial total de 4,68%, incluindo um ganho real de 0,5% e um aumento de 8% no vale-alimentação.

Caso a proposta seja rejeitada, uma assembleia presencial está agendada para 29 de dezembro em São Paulo, e a categoria se mostra mobilizada e pronta para a paralisação, que pode afetar voos em todo o país durante a alta temporada de verão.

Resumo gerado por IA

Os aeronautas — categoria que reúne pilotos, copilotos, comissários e demais profissionais que atuam a bordo de voos comerciais regulares — podem entrar em greve nacional a partir de 1º de janeiro de 2026. A possibilidade de paralisação depende do resultado de assembleias que irão avaliar uma nova proposta salarial apresentada nesta semana no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a proposta será submetida à votação em assembleia online entre os dias 26 e 28 de dezembro. Caso o texto seja rejeitado pela categoria, uma nova assembleia, desta vez presencial, está marcada para o dia 29, em São Paulo, com indicativo formal de greve a partir do primeiro dia do novo ano.

Proposta em análise

Segundo o TST, a proposta foi construída de forma conjunta entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor aéreo. O texto prevê ganho real de 0,5%, além da recomposição da inflação medida pelo INPC, resultando em um reajuste salarial total de 4,68%.

O acordo também inclui reajuste de 8% no vale-alimentação, além da atualização de outros benefícios previstos na convenção coletiva da categoria.

Durante transmissão ao vivo com os aeronautas, na noite desta terça-feira (23), o presidente do SNA, Tiago Rosa, destacou que a categoria segue mobilizada e preparada para uma eventual paralisação.

“Se essa proposta for rejeitada, será mantida a assembleia do dia 29 para que a greve ocorra já no dia primeiro de janeiro. Nós estamos prontos para a greve, organizados e com todos os esclarecimentos sendo feitos à categoria”, afirmou.

Ainda segundo Tiago Rosa, a participação na nova rodada de negociação ocorreu “de boa-fé”, mas a decisão final caberá exclusivamente aos trabalhadores.

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Setor aéreo acompanha tensão

A possível greve ocorre em um período sensível para o setor aéreo, marcado pelo aumento do fluxo de passageiros em razão das festas de fim de ano e do início da alta temporada de verão.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) foi procurado para comentar a negociação, mas não havia se manifestado até o fechamento desta matéria.

Caso a paralisação seja confirmada, o movimento poderá impactar voos em todo o país logo nos primeiros dias de 2026.

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