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Pelo quinto ano seguido, RN é o estado do Nordeste com menos registros de nascimento; entenda as causas

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No Dia das Mães, um alerta chama atenção no RN: é o estado do Nordeste coma menor taxa de fecundidade e o terceiro com menos registros de nascimento  |   BNews RN - Divulgação Imagem gerada por IA
Anderson Barbosa

por Anderson Barbosa

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Publicado em 10/05/2026, às 06h00



No momento em que todos celebram o Dia das Mães, um dado chama a atenção no Rio Grande do Norte: é o estado do Nordeste com a menor taxa de fecundidade e o terceiro com menos registros de nascimento.

Com relação a ser é o terceiro da região com menor número de nascimentos, os dados são de 2025, segundo levantamento realizado pelo Portal da Transparência do Registro Civil, do Governo Federal. Ao todo, foram registrados 71.204 nascimentos no estado no período.

No ranking regional, o RN fica à frente apenas do Piauí, com 60.687 registros, e de Sergipe, que apresentou o menor número, com 50.282.

Os dados evidenciam a desigualdade na distribuição de nascimentos entre os estados nordestinos. Unidades mais populosas, como Bahia, Pernambuco e Ceará, lideram em números absolutos, refletindo o maior tamanho de suas populações.

Já estados com menor contingente populacional, como Alagoas e Paraíba, ocupam posições intermediárias, enquanto o Maranhão também registra volume superior ao do RN.

Especialistas apontam que fatores como a taxa de fecundidade, o perfil etário da população e tendências nacionais — como a redução no número de filhos por mulher — influenciam diretamente os resultados. Eles ressaltam, porém, que análises proporcionais, que considerem o tamanho da população, são fundamentais para uma leitura mais precisa do cenário demográfico.

O levantamento reforça a posição do Rio Grande do Norte entre os estados com menor número de nascimentos no Nordeste em 2025, dentro de um contexto mais amplo de mudanças demográficas no país.

Abaixo, confira o ranking nacional dos estados com  mais registros de nascimento em 2025

No país

  1. São Paulo – 1.096.934
  2. Minas Gerais – 504.695
  3. Rio de Janeiro – 387.847
  4. Bahia – 308.838
  5. Paraná – 298.484
  6. Rio Grande do Sul – 258.066
  7. Pernambuco – 219.095
  8. Ceará – 204.443
  9. Santa Catarina – 190.398
  10. Pará – 195.912
  11. Goiás – 163.777
  12. Maranhão – 153.193
  13. Amazonas – 116.793
  14. Espírito Santo – 106.755
  15. Paraíba – 101.911
  16. Mato Grosso – 99.596
  17. Distrito Federal – 88.674
  18. Alagoas – 81.321
  19. Mato Grosso do Sul – 77.927
  20. Rio Grande do Norte – 71.204
  21. Piauí – 60.687
  22. Sergipe – 50.282
  23. Rondônia – 45.519
  24. Tocantins – 41.052
  25. Acre – 23.660
  26. Amapá – 20.222
  27. Roraima – 17.236

No Nordeste

  1. Bahia – 308.838
  2. Pernambuco – 219.095
  3. Ceará – 204.443
  4. Maranhão – 153.193
  5. Paraíba – 101.911
  6. Alagoas – 81.321
  7. Rio Grande do Norte – 71.204
  8. Piauí – 60.687
  9. Sergipe – 50.282

RN tem a menor taxa de fecundidade da região

Em 2022, o Rio Grande do Norte registrou a menor taxa de fecundidade do Nordeste, segundo dados do IBGE divulgados em junho de 2025. A média potiguar foi de 1,49 filho por mulher, abaixo da média regional (1,60) e da nacional (1,55).

O cenário indica que as mulheres têm menos filhos e estão adiando a maternidade. A idade média da fecundidade no estado subiu de 26,7 anos, em 2010, para 28,4 anos em 2022 — a mais alta da região.

Rio Grande do Norte registrou a menor taxa de fecundidade do Nordeste
Rio Grande do Norte registrou a menor taxa de fecundidade do Nordeste

De acordo com o Censo, a tendência está associada ao aumento da escolaridade feminina, à urbanização e à maior inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Em Natal, 30,5% das mulheres têm apenas um filho, enquanto 33,1% têm dois. Já o grupo com seis filhos ou mais caiu para 5,9%. Em Parnamirim, o padrão se repete, com baixa incidência de famílias numerosas.

Brasil acompanha tendência de queda

No país, os dados também apontam adiamento da maternidade. A faixa etária com maior concentração de nascimentos passou de 20 a 24 anos, em 2010, para 25 a 29 anos, em 2022.

Além disso, aumentou a proporção de mulheres entre 50 e 59 anos que não tiveram filhos: de 11,8% para 16,1% no período.

Outro indicador relevante é a redução no número médio de filhos. Em 2000, mulheres nessa faixa etária tinham, em média, 4,2 filhos. Em 2022, esse número caiu para 2,2.

Fatores que influenciam a fecundidade

Dados do IBGE mostram diferenças importantes no perfil da fecundidade no país:

  • Cor/raça: mulheres brancas e amarelas apresentam as menores taxas, com médias de 1,35 e 1,22 filho, respectivamente.
  • Escolaridade: quanto maior o nível de instrução, menor a fecundidade. Mulheres com ensino superior completo têm, em média, 1,19 filho.
  • Religião: mulheres evangélicas têm taxa acima da média nacional (1,74 filho), enquanto espíritas registram a menor (1,01).

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Classificação Indicativa: Livre

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