Geral
No momento em que todos celebram o Dia das Mães, um dado chama a atenção no Rio Grande do Norte: é o estado do Nordeste com a menor taxa de fecundidade e o terceiro com menos registros de nascimento.
Com relação a ser é o terceiro da região com menor número de nascimentos, os dados são de 2025, segundo levantamento realizado pelo Portal da Transparência do Registro Civil, do Governo Federal. Ao todo, foram registrados 71.204 nascimentos no estado no período.
No ranking regional, o RN fica à frente apenas do Piauí, com 60.687 registros, e de Sergipe, que apresentou o menor número, com 50.282.
Os dados evidenciam a desigualdade na distribuição de nascimentos entre os estados nordestinos. Unidades mais populosas, como Bahia, Pernambuco e Ceará, lideram em números absolutos, refletindo o maior tamanho de suas populações.
Já estados com menor contingente populacional, como Alagoas e Paraíba, ocupam posições intermediárias, enquanto o Maranhão também registra volume superior ao do RN.
Especialistas apontam que fatores como a taxa de fecundidade, o perfil etário da população e tendências nacionais — como a redução no número de filhos por mulher — influenciam diretamente os resultados. Eles ressaltam, porém, que análises proporcionais, que considerem o tamanho da população, são fundamentais para uma leitura mais precisa do cenário demográfico.
O levantamento reforça a posição do Rio Grande do Norte entre os estados com menor número de nascimentos no Nordeste em 2025, dentro de um contexto mais amplo de mudanças demográficas no país.
Abaixo, confira o ranking nacional dos estados com mais registros de nascimento em 2025
No país
No Nordeste
Em 2022, o Rio Grande do Norte registrou a menor taxa de fecundidade do Nordeste, segundo dados do IBGE divulgados em junho de 2025. A média potiguar foi de 1,49 filho por mulher, abaixo da média regional (1,60) e da nacional (1,55).
O cenário indica que as mulheres têm menos filhos e estão adiando a maternidade. A idade média da fecundidade no estado subiu de 26,7 anos, em 2010, para 28,4 anos em 2022 — a mais alta da região.
De acordo com o Censo, a tendência está associada ao aumento da escolaridade feminina, à urbanização e à maior inserção das mulheres no mercado de trabalho.
Em Natal, 30,5% das mulheres têm apenas um filho, enquanto 33,1% têm dois. Já o grupo com seis filhos ou mais caiu para 5,9%. Em Parnamirim, o padrão se repete, com baixa incidência de famílias numerosas.
No país, os dados também apontam adiamento da maternidade. A faixa etária com maior concentração de nascimentos passou de 20 a 24 anos, em 2010, para 25 a 29 anos, em 2022.
Além disso, aumentou a proporção de mulheres entre 50 e 59 anos que não tiveram filhos: de 11,8% para 16,1% no período.
Outro indicador relevante é a redução no número médio de filhos. Em 2000, mulheres nessa faixa etária tinham, em média, 4,2 filhos. Em 2022, esse número caiu para 2,2.
Dados do IBGE mostram diferenças importantes no perfil da fecundidade no país:
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