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A cafeína faz parte da rotina de milhões de pessoas e está presente não apenas no café, mas também em energéticos, chás, refrigerantes, suplementos e medicamentos. Embora o consumo moderado seja considerado seguro para a maioria dos adultos, doses elevadas podem provocar intoxicação e, em casos extremos, levar à morte.
A preocupação voltou ao debate após o caso de uma adolescente de 17 anos no Texas, nos Estados Unidos, cuja família entrou com um pedido de indenização contra a distribuidora de um energético. No processo, a família atribui a morte da jovem a problemas cardíacos relacionados ao consumo de grandes quantidades de cafeína.
Casos fatais associados à intoxicação por cafeína são considerados incomuns. O risco, porém, aumenta quando a substância é consumida em grandes quantidades ou quando diferentes produtos cafeinados são combinados ao longo do dia.
A intoxicação por cafeína pode ocorrer tanto após uma grande ingestão de uma só vez quanto pelo acúmulo da substância no organismo ao longo de várias horas. Entre os sintomas estão tremores musculares, agitação, confusão, perda de apetite e aceleração dos batimentos cardíacos.
Em situações mais graves, doses elevadas podem provocar convulsões, alterações importantes no ritmo cardíaco e outras complicações potencialmente fatais.
Não existe, portanto, uma quantidade única que possa ser considerada letal para todas as pessoas. O risco depende de fatores como peso corporal, idade, tolerância à cafeína e condições de saúde preexistentes.
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, considera que até 400 miligramas de cafeína por dia geralmente não estão associados a efeitos negativos para a maioria dos adultos saudáveis. Isso não significa, porém, que essa quantidade seja segura para todas as pessoas.
Crianças, adolescentes e pessoas com problemas cardíacos ou circulatórios podem apresentar maior risco mesmo com quantidades menores.
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A cafeína possui uma meia-vida que pode chegar a cerca de nove horas e meia. Isso significa que parte da substância permanece no organismo por várias horas após o consumo.
Por esse motivo, doses ingeridas em diferentes momentos do dia podem se somar. O risco se torna ainda maior quando o café é combinado com energéticos, suplementos, cápsulas termogênicas, chocolates ou medicamentos que também contenham cafeína.
Um caso registrado no País de Gales ilustra o perigo do consumo concentrado. Em 2022, um homem de 29 anos morreu depois de calcular de forma incorreta uma dose de cafeína em pó utilizando uma balança doméstica. A autópsia identificou uma concentração elevada da substância no sangue.
A quantidade de cafeína varia bastante entre os produtos. Uma porção de 350 mililitros pode conter até cerca de 247 miligramas de cafeína no café puro e até 246 miligramas em alguns energéticos. Refrigerantes, chá verde e chá preto costumam apresentar concentrações menores, de acordo com os valores citados na publicação.
Isso significa que uma xícara de café ou uma lata de energético, isoladamente, não costuma representar uma dose capaz de provocar intoxicação em um adulto saudável. O problema pode surgir quando várias fontes são consumidas em sequência ou quando bebidas são associadas a produtos concentrados de cafeína.
Suplementos, cápsulas e cafeína em pó merecem atenção especial porque podem fornecer quantidades muito maiores da substância em uma única porção. A dificuldade de medir corretamente produtos concentrados também aumenta o risco de ingestão excessiva.
Tremores, agitação, palpitações, aceleração dos batimentos cardíacos, confusão e mal-estar podem indicar que a quantidade de cafeína consumida foi elevada para aquela pessoa.
Sintomas mais intensos, como convulsões, alterações importantes nos batimentos cardíacos, desmaio ou confusão intensa, exigem atendimento médico imediato.
Para reduzir os riscos, a recomendação é observar não apenas a quantidade de café consumida, mas todas as fontes de cafeína presentes na rotina. Também é importante seguir as orientações dos rótulos de suplementos, energéticos e medicamentos que contenham a substância.
Em caso de suspeita de intoxicação, a pessoa deve procurar atendimento de emergência ou um serviço de saúde, principalmente diante de sintomas graves.
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