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Novo golpe troca QR Code do Pix e desvia dinheiro de compras on-line; saiba como se proteger

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Criminosos estão substituindo QR Codes legítimos por falsos, desviando pagamentos de consumidores para contas de golpistas  |   BNews RN - Divulgação Magnific
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 08/09/2026, às 17h00



Um novo golpe envolvendo o Pix está atingindo lojas virtuais no Brasil e pode fazer com que o dinheiro de uma compra seja enviado diretamente para criminosos. A fraude altera o QR Code apresentado na página de pagamento do e-commerce e substitui o código legítimo por outro, ligado a uma conta utilizada pelos golpistas.

A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou, até o momento, 90 lojas virtuais de pequeno e médio portes infectadas no país. Os estabelecimentos afetados atuam em diferentes segmentos, como óticas, autopeças, moda e plataformas de arrecadação de doações.

Segundo a Kaspersky, a fraude está ativa desde junho de 2025 e tem como ponto em comum o uso da plataforma de comércio eletrônico Magento, um sistema de código aberto utilizado por lojas virtuais.

Como funciona o golpe do QR Code do Pix

Os criminosos utilizam domínios de comando e controle para inserir código malicioso nas páginas de pagamento. Quando o consumidor escolhe o Pix como forma de pagamento, o programa altera o QR Code gerado originalmente pela loja.

A fraude também pode modificar os dados disponibilizados na opção “copia e cola”. Dessa forma, mesmo que o cliente não utilize a câmera do celular para escanear o código, pode acabar enviando o dinheiro para o destinatário indicado pelos criminosos.

O golpe pode passar despercebido tanto pelo consumidor quanto pelo lojista. Para a empresa, o pedido pode aparecer como abandonado ou pendente, já que o pagamento não chega à conta oficial do estabelecimento.

O cliente, por sua vez, pode perceber o problema apenas dias depois, ao procurar a loja por causa do atraso na entrega. Nesse intervalo, o dinheiro pode ser transferido para diferentes contas de terceiros, o que dificulta a tentativa de recuperação dos valores.

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Compras pelo celular também estão vulneráveis

Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, alerta que consumidores que fazem compras pelo celular também podem ser afetados, principalmente porque muitos sites oferecem a opção de copiar e colar o código Pix.

Segundo o especialista, a expansão de modalidades como Pix Automático e Pix Parcelado também aumenta a superfície de ataque, já que essas operações podem utilizar QR Codes.

Lojas afetadas adotam medidas provisórias

De acordo com a Kaspersky, algumas lojas que receberam denúncias de clientes passaram a adotar medidas temporárias para reduzir o risco de novas fraudes.

Entre as iniciativas estão a retirada do QR Code das páginas de pagamento, com a disponibilização apenas da chave Pix vinculada ao CNPJ da empresa. Em alguns casos, os estabelecimentos também passaram a solicitar o envio manual do comprovante.

Outra medida adotada por algumas lojas foi informar o nome e os dados do beneficiário abaixo do QR Code, permitindo que o consumidor faça uma segunda conferência antes de concluir a operação. Também houve casos de empresas que migraram o pagamento para intermediadores de terceiros.

Como o consumidor pode se proteger

A principal recomendação é conferir os dados do destinatário antes de confirmar qualquer pagamento via Pix. No aplicativo do banco, o consumidor deve verificar se o nome e o CNPJ apresentados correspondem à loja onde a compra foi realizada ou ao intermediador oficial utilizado pelo estabelecimento.

Se aparecer o nome de uma pessoa física desconhecida ou qualquer informação diferente da esperada, a orientação é não concluir a transferência.

Também é importante manter computador e celular protegidos por soluções de segurança atualizadas. Caso o navegador apresente um alerta indicando que a página pode estar infectada ou comprometida, o consumidor deve interromper a compra e não realizar o pagamento.

Para os lojistas, a Kaspersky recomenda manter plataformas e sistemas atualizados, utilizar autenticação em dois fatores, monitorar a integridade das páginas de checkout e automatizar a conferência entre os pagamentos recebidos e os pedidos registrados no sistema.

Classificação Indicativa: Livre

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