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Outubro Rosa: RN ocupa 5º lugar no Nordeste em estimativas de câncer de mama

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Rio Grande do Norte terá 1.160 novos casos de câncer de mama entre 2026 e 2028, destacando a necessidade de prevenção e acompanhamento médico  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Magnific
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 15/10/2026, às 15h00



O Rio Grande do Norte deve registrar 1.160 novos casos de câncer de mama entre 2026 e 2028, ocupando a quinta posição entre os estados do Nordeste com maior número de diagnósticos estimados. Diante do cenário, a prevenção ganha reforço com a Lei nº 15.377/2026, em vigor desde abril, que garante até três dias de ausência remunerada a cada 12 meses de trabalho para a realização de exames preventivos previstos na legislação.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, com estimativa de 78.610 novos casos por ano no país. Os números reforçam a importância do acompanhamento médico regular e da identificação precoce de alterações nas mamas.

A nova legislação também determina que as empresas promovam ações de conscientização sobre a prevenção dos cânceres de mama e de próstata, além de infecções pelo papilomavírus humano (HPV). Os empregadores devem orientar os funcionários sobre o acesso aos serviços de diagnóstico e assegurar o afastamento remunerado para os procedimentos preventivos contemplados pela norma.

Na avaliação de Túlio Chaves, especialista em Direito Trabalhista, a medida permite que os trabalhadores cuidem da saúde sem comprometer a remuneração. O benefício pode ser utilizado mediante apresentação de documentos que comprovem a realização ou o comparecimento aos exames, sendo recomendável comunicar previamente a empresa sempre que possível.

Empresas devem proteger dados dos funcionários

A aplicação da lei também exige atenção à privacidade dos trabalhadores. Anna Karenina Dantas, diretora da DPi, consultoria especializada em questões trabalhistas e previdenciárias do RC Hub, ressalta que as empresas devem solicitar somente os documentos necessários para justificar a ausência.

A especialista alerta que informações clínicas devem ser tratadas com confidencialidade, com acesso restrito aos profissionais que realmente precisam desses dados para desempenhar suas funções. A exigência de informações médicas que não sejam necessárias à comprovação do procedimento deve ser evitada.

Para garantir que os trabalhadores conheçam seus direitos, a comunicação interna deve fazer parte da rotina das organizações. Entre os meios recomendados estão comunicados, mensagens por correio eletrônico, intranet e murais informativos, além de outros canais utilizados pelas empresas.

O descumprimento das obrigações previstas na legislação pode resultar em fiscalização do Ministério do Trabalho, sanções administrativas e questionamentos judiciais. Segundo Túlio Chaves, a situação pode se agravar caso um funcionário sofra prejuízos ao tentar exercer o direito assegurado pela lei.

Hábitos saudáveis ajudam na prevenção

Além das medidas trabalhistas, a prevenção do câncer de mama depende de cuidados contínuos com a saúde. Eduardo Martins, professor de Enfermagem da Estácio, recomenda manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

A mamografia é o principal exame de rastreamento para identificar alterações nas mamas, inclusive antes do surgimento de sinais perceptíveis ao toque. A indicação e a periodicidade do procedimento devem considerar as orientações dos profissionais de saúde, a idade e o histórico individual. Em situações específicas, a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ser utilizadas como exames complementares.

Também é importante observar mudanças no próprio corpo. Caroços nas mamas ou nas axilas, alterações no formato ou na pele, retração do mamilo, feridas que não cicatrizam e saída espontânea de líquido pelos mamilos são sinais que precisam de avaliação médica.

A identificação da doença nas fases iniciais pode ampliar as chances de cura e permitir que o tratamento comece mais rapidamente, com possibilidade de intervenções menos agressivas.

Por isso, especialistas reforçam a importância de não adiar consultas e exames recomendados e de procurar atendimento de saúde diante de qualquer alteração suspeita. A combinação entre acompanhamento regular, hábitos saudáveis e acesso aos serviços de diagnóstico é fundamental para o enfrentamento do câncer de mama.

Classificação Indicativa: Livre

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