Geral

Onda de calor expõe limites do corpo humano e acende alerta máximo no país

A hidratação deve ser constante, com aumento da ingestão de água e redução do consumo de álcool - Reprodução/Unimed
Especialistas no assunto alertam que o calor excessivo pode levar à falência térmica, uma emergência médica grave. A orientação é buscar ajuda  |   BNews RN - Divulgação A hidratação deve ser constante, com aumento da ingestão de água e redução do consumo de álcool - Reprodução/Unimed
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 26/12/2025, às 16h26



A onda de calor que elevou as temperaturas durante a semana do Natal no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul deve continuar até a próxima segunda-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para essas áreas, o órgão emitiu alerta máximo, indicando risco elevado à saúde, com temperaturas até 5 °C acima da média. 

O aviso classifica a situação como de grande perigo, com possibilidade real de danos, acidentes e até risco à vida. O cenário atinge milhões de pessoas em grandes centros urbanos e áreas com alta densidade populacional.

Segundo especialistas, o fenômeno está diretamente relacionado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana, tornando episódios de calor extremo mais frequentes, intensos e duradouros.

Quando o corpo entra em colapso

Especialistas alertam que o calor excessivo pode levar à falência térmica, uma emergência médica grave. Os principais sinais são desorientação, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40 °C. Nessas situações, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Além disso, o impacto do calor sobre a saúde costuma ser subestimado. Muitas pessoas encaram o problema apenas como desconforto, quando, na prática, ele pode provocar desmaios, agravamento de doenças e falência do organismo.

Doenças crônicas e medicamentos ampliam o risco

Em temperaturas extremas, o corpo humano funciona no limite. Para tentar se resfriar, o organismo aumenta a produção de suor, acelera os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos, mecanismos que podem falhar quando o calor persiste.

Pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas renais, são ainda mais vulneráveis.

Impactos além da saúde física

As altas temperaturas afetam diretamente o sono, prejudicam o descanso, aumentam a irritabilidade e reduzem a capacidade de concentração e tomada de decisões. O efeito cumulativo pode comprometer a produtividade e o bem-estar emocional.

Não existe adaptação completa a ondas de calor extremas e frequentes. Quando os termômetros superam os 35 °C, especialmente com alta umidade, o corpo humano simplesmente deixa de funcionar adequadamente.

O que fazer para se proteger do calor?

Dentro de casa, a recomendação é reduzir a entrada de calor durante o dia, mantendo portas, janelas e cortinas fechadas nos horários mais quentes e abrindo-as à noite para ventilação. Ventiladores e ar-condicionado ajudam, mas devem ser usados com cautela para evitar choque térmico.

Evitar sair entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, buscar locais ventilados e reduzir atividades físicas são medidas essenciais. Para quem não pode evitar a exposição, como trabalhadores da construção civil e serviços urbanos, pausas frequentes são indispensáveis.

A hidratação deve ser constante, com aumento da ingestão de água e redução do consumo de álcool, que contribui para a desidratação. Banhos muito frios exigem cuidado, pois podem provocar efeito rebote, elevando ainda mais a temperatura corporal.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating