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Novembro Azul: Liga abre mutirão gratuito e realiza cirurgias para combater câncer de próstata no RN

Foto: Reprodução/Assessoria
A Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer realizará mutirões gratuitos em novembro para diagnóstico e tratamento do câncer de próstata  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução/Assessoria
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 04/11/2026, às 15h09



A Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer realizará, em novembro, mutirões gratuitos de atendimentos e cirurgias para ampliar o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata no RN. A primeira ação será no dia 7 de novembro, com 200 vagas destinadas a homens entre 50 e 70 anos ou a partir dos 45 anos para aqueles com histórico familiar da doença. Já no dia 14, serão realizadas cirurgias em pacientes que já são acompanhados pela instituição.

O câncer de próstata é atualmente o segundo tipo mais frequente entre os homens brasileiros. No RN, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 1.190 novos diagnósticos por ano durante o triênio de 2026 a 2028.

O agendamento para o mutirão gratuito de consultas deverá ser feito presencialmente no Hospital Dr. Luiz Antônio, localizado no bairro das Quintas, das 7h às 16h. A iniciativa é voltada exclusivamente para homens que nunca participaram das campanhas de Novembro Azul promovidas pela Liga. Após o atendimento, os participantes receberão encaminhamentos para a realização de exames laboratoriais.

Doença pode avançar sem apresentar sintomas

O urologista da Liga, Kallyandre Medeiros, alerta que a ausência de sintomas não significa que o homem esteja livre da doença. Segundo ele, esperar o aparecimento de sinais para procurar atendimento médico pode comprometer as chances de diagnóstico precoce e dificultar o tratamento.

"O Novembro Azul é o maior movimento mundial de conscientização sobre a saúde do homem e tem papel fundamental na quebra de dois tabus: o preconceito em relação ao exame e a falsa crença de que a ausência de sintomas dispensa o acompanhamento médico", afirma o especialista.

Entre os principais fatores de risco estão a idade, especialmente a partir dos 50 anos, o histórico familiar - principalmente quando pai ou irmão tiveram a doença antes dos 60 anos, questões genéticas e hábitos de vida. Homens negros também apresentam maior predisposição ao câncer de próstata, com possibilidade de desenvolvimento de tumores mais agressivos.

Exames ajudam a identificar alterações

A orientação é que homens da população geral procurem um urologista para avaliação a partir dos 50 anos. Para aqueles que integram grupos de maior risco, como pessoas com histórico familiar ou homens negros, a recomendação é antecipar essa investigação para os 45 anos. A decisão sobre a realização dos exames deve ser individualizada em conjunto com o médico.

Dois procedimentos são utilizados na investigação da doença: o exame de Antígeno Prostático Específico (PSA), feito por meio de uma coleta de sangue, e o toque retal. O primeiro identifica alterações nos níveis de uma proteína produzida pela próstata, mas resultados elevados também podem estar relacionados a infecções ou ao aumento benigno da glândula.

Já o toque retal permite que o médico avalie o tamanho, a consistência e a presença de possíveis nódulos na próstata. O procedimento é rápido, realizado em consultório e, segundo o especialista, não costuma provocar dor. A combinação dos dois exames amplia as possibilidades de identificação de alterações, inclusive porque alguns tumores não provocam elevação do PSA.

Diagnóstico precoce aumenta chances de cura

Quando a doença está em estágio avançado, alguns sinais podem surgir, como dor ou ardência ao urinar, sangue na urina ou no sêmen e dores nos ossos, nas costas ou nas pernas. Esses sintomas, entretanto, não significam necessariamente a presença de câncer e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Kallyandre Medeiros destaca que os avanços nos tratamentos têm permitido intervenções cada vez mais modernas e menos agressivas. Quando identificado precocemente, o câncer de próstata apresenta chances de cura superiores a 90%, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular.

"O tumor inicial tem tratamento mais simples, com menos sequelas, menor custo, retorno mais rápido ao trabalho e à vida normal e, principalmente, chance muito maior de cura. Cuidar da próstata é cuidar da vida. Um simples check-up anual pode fazer toda a diferença", conclui o urologista.

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