Geral
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que acontece na próxima quarta-feira (21), será marcado em Natal por um ato na Praça Cívica.
Organizada pelo Fórum de Diálogo Interreligioso do Rio Grande do Norte, a ação tem como propósito de publicizar a luta contra a violência com viés religioso, promover cultura de paz e diálogo religioso, na convicção de que não pode haver paz no mundo em paz entre as religiões.
O Fórum é uma frente que reune lideranças e fiéis de diversos crenças religiosas na luta contra a intolerância e o racismo religioso. Sua importância tem residido na promoção do diálogo e na denúncia de toda forma de vilipêndio, violência e intolerância de viés religioso. A ideia é fortalecer a visibilidade política em defesa, especialmente, das crenças religiosas que são minoritárias no nosso estado e, por isso, vítimas mais fáceis do preconceito, intolerância e racismo.
O dia 21 de janeiro é reservado para a luta contra a intolerância religiosa desde 2017. Ele rememora a morte da Iyalorixá Mãe Gilda de Ogum, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA). Em 1999, seu terreiro foi invadido e depredado, e ela foi alvo de difamação em jornais ligados a grupos religiosos hegemônicos, o que afetou profundamente sua saúde.
A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo e, além de sua casa ter sido atacada, pessoas da sua comunidade foram agredidas. Ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto, resultado direto dos ataques sofridos.
Serviço
Ato público pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
É toda forma de discriminação, desrespeito, perseguição ou violência contra uma pessoa ou grupo por causa de sua religião ou crença, ou ainda pela ausência de religião.
Ela pode ocorrer de várias maneiras, como:
No Brasil
A intolerância religiosa é crime, garantido pela Constituição Federal, que assegura:
A Lei nº 7.716/1989 pune atos de discriminação ou preconceito por religião.
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