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Mulheres acima dos 55 anos lideram uso de cannabis medicinal no Brasil, aponta estudo

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O estudo analisou o perfil de mulheres brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis mediante prescrição médica  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/iStock
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 27/05/2026, às 14h52



As mulheres mais velhas em idade ativa representam a maior parcela das consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Blis Data em alusão ao Mês das Mães.

O estudo analisou o perfil de brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis mediante prescrição médica.

De acordo com a empresa, responsável por uma das maiores bases de pacientes em tratamento com cannabis medicinal da América Latina, mulheres entre 55 e 64 anos lideram o consumo no país.

Mulheres entre 55 e 64 anos representam maior grupo

De acordo com os dados, a faixa etária de 55 a 64 anos corresponde a 28,2% das pacientes analisadas.

Na sequência aparecem mulheres entre 45 e 54 anos, que representam 27,2% do total. Somadas, essas duas faixas etárias concentram mais da metade das consumidoras de cannabis medicinal identificadas pela pesquisa.

Já as mulheres de 35 a 44 anos correspondem a 18,7% dos casos. Pacientes acima dos 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, entre 18 e 34 anos, somam 9,6%.

Sudeste concentra maioria das pacientes

A pesquisa também identificou o perfil socioeconômico das entrevistadas. Segundo o levantamento, 79,9% das mulheres estão empregadas e 75,1% afirmaram praticar atividades físicas regularmente.

Embora o estudo tenha registrado pacientes em todas as regiões do país, o Sudeste concentra 61,6% das usuárias, seguido pela região Sul, com 19,7%.

A pesquisa utilizou uma amostra de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas dentro de uma base de aproximadamente 70 mil pacientes em tratamento com medicamentos canábicos.

Insônia, dor crônica e ansiedade lideram tratamentos

Os problemas relacionados ao sono aparecem como principal motivo para o uso da cannabis medicinal, correspondendo a 28,9% dos tratamentos.

Em seguida aparecem os casos de dor crônica, com 16,3%. Questões ligadas à saúde mental também têm peso significativo entre as pacientes. Ansiedade representa 14,9% dos tratamentos, enquanto depressão corresponde a 9,2%.

O estudo ainda aponta uso da cannabis medicinal em tratamentos relacionados à fibromialgia, transtorno de estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Classificação Indicativa: Livre

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