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A missão da NASA para tentar salvar o observatório Neil Gehrels Swift de uma possível queda na Terra enfrenta dificuldades que podem comprometer o cronograma da operação. O satélite LINK, desenvolvido em apenas nove meses para alcançar o observatório e elevar sua órbita, apresentou falhas durante a fase de preparação para o encontro.
Lançado em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus XL, da Northrop Grumman, o LINK inicialmente apresentou evolução dentro do esperado. A espaçonave estabeleceu comunicação com a equipe em solo, abriu os painéis solares e iniciou os testes dos sistemas de propulsão e navegação.
O cenário mudou no fim de julho, quando o satélite começou a girar em múltiplos eixos e perdeu temporariamente a comunicação com a equipe. A investigação apontou problemas em duas das três rodas de reação da espaçonave, além de perda parcial de funcionalidade no sistema de propulsores de gás frio.
A equipe da Katalyst Space Technologies conseguiu reduzir progressivamente a velocidade de rotação do LINK. O movimento, que chegou a cerca de 9 graus por segundo, foi reduzido inicialmente para 4 graus e depois para 1,47 grau por segundo.
Segundo a empresa, um dos propulsores elétricos foi utilizado para desacelerar a espaçonave, com consumo inferior a 100 gramas de propelente. A estratégia busca preservar combustível para a etapa de encontro com o Swift e para as manobras posteriores.
A equipe pretende enviar uma atualização do software de voo para recuperar o controle da orientação do LINK no espaço. A medida é considerada necessária para que a espaçonave consiga realizar as manobras destinadas a alinhar sua órbita com a do observatório.
O problema, porém, alterou o cronograma da missão. O levantamento do Swift, que estava previsto para ocorrer no fim de julho, agora deve ser realizado cerca de um mês depois do planejado. Com o atraso, ainda não está claro se o LINK conseguirá alcançar o observatório dentro da janela necessária para evitar sua reentrada.
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O Neil Gehrels Swift está em órbita baixa da Terra há quase 22 anos e foi lançado em 2004. O observatório se tornou uma ferramenta importante para o estudo de fenômenos cósmicos, com capacidade de identificar e acompanhar eventos de alta energia no Universo.
A permanência do Swift em órbita, no entanto, tem sido afetada pelo arrasto atmosférico. O fenômeno se intensifica com o aumento da atividade solar e reduz gradualmente a altitude da espaçonave.
De acordo com as previsões da NASA citadas na reportagem, o observatório pode reentrar na atmosfera terrestre nos próximos meses caso sua órbita não seja elevada. A agência estima que a altitude abaixo de aproximadamente 300 quilômetros aumente o risco de perda da espaçonave.
Para evitar esse cenário, o LINK terá a missão de se aproximar do Swift e realizar uma operação de acoplamento. Depois de estabilizar o observatório, a espaçonave deverá utilizar seus três propulsores iônicos para elevar a órbita do telescópio ao longo de um período estimado entre dois e três meses.
A operação foi escolhida pela NASA como uma alternativa para prolongar a vida útil do Swift, considerado um observatório com capacidades específicas que ainda não possuem substituto imediato.
O telescópio já contribuiu para estudos de diferentes fenômenos astronômicos, incluindo buracos negros, cometas e eventos associados a ondas gravitacionais. Atualmente, o Swift não realiza observações científicas para evitar o consumo de energia enquanto a tentativa de resgate é preparada.
A missão LINK foi desenvolvida em prazo considerado excepcionalmente curto. Segundo integrantes da equipe, a operação envolve riscos elevados justamente pela complexidade de aproximar uma espaçonave de outra em órbita e realizar uma manobra de acoplamento antes que o observatório perca altitude demais.
Apesar das falhas apresentadas pelo LINK, a NASA e a Katalyst continuam trabalhando em alternativas para recuperar a missão original. O sucesso da operação poderá permitir que o Swift retome suas atividades científicas e permaneça em órbita por mais tempo.
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