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Medicamentos populares no Brasil podem aumentar risco de demência; veja quais

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Pesquisa indica que medicamentos populares no Brasil tem influência no risco de doenças, inclusive demência, descubra quais são.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 24/10/2025, às 16h09   Bruna Souza



Um estudo recente, publicado na renomada revista Neurology, acendeu um alerta sobre o uso prolongado de uma classe de medicamentos extremamente populares no Brasil. 

A pesquisa indica que os inibidores de bomba de prótons (IBP), comumente utilizados para tratar problemas gástricos, podem estar associados a um risco 33% maior de desenvolvimento de demência, principalmente em casos de uso contínuo por anos.

Quais os remédios de alerta?

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Os medicamentos em questão são aqueles que controlam a produção excessiva de ácido estomacal, uma função natural das células, para tratar condições como refluxo, gastrite crônica, esofagite e úlceras. 

No Brasil, essa classe é comercializada sob nomes populares como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, rabeprazol e dexlansoprazol; que são extremamente acessíveis e receitados. 

Além do novo risco de demência, o uso prolongado dessa substância de composição desses medicamentos, já havia sido relacionado a problemas como infarto, doenças ósseas e renais crônicas.

Entenda como foi feito o estudo

A pesquisa, conduzida por cientistas americanos e liderada pela professora Kamakshi Lakshminarayan, da Universidade de Minnesota, acompanhou um grupo de 5.700 pacientes por um período de quatro anos e meio. 

Os dados levantados revelaram que o uso contínuo de medicamentos IBP, por mais de 4 anos, estava associado a um aumento de 33% no risco de desenvolver doenças cerebrais degenerativas. 

O estudo, no entanto, enfatiza que essa é apenas uma associação, e não uma prova de causa e efeito, requerendo mais investigações para confirmar o motivo desse resultado.

Alternativas para tratar as doenças estomacais

A professora Lakshminarayan afirma que existem outras formas de gerenciar a acidez estomacal, embora nem sempre apresentam resultados idênticos aos dos IBPs para todos.

Entre as alternativas, estão o uso de antiácidos, manutenção de um peso saudável e a adoção de uma dieta específica, evitando comer tarde ou alimentos que desencadeiam a acidez. Essas abordagens podem auxiliar a reduzir a dependência desses medicamentos que estão em alerta.

O que fazer se estiver no grupo de alerta

O alerta mais importante dos especialistas é para que os pacientes não interrompam o uso de IBP por conta própria, pois a suspensão abrupta pode levar a uma piora significativa dos sintomas gástricos.

A recomendação é procurar imediatamente seu médico; somente um profissional de saúde pode avaliar a necessidade de manter, ajustar a dose ou mudar o tratamento, garantindo uma abordagem mais segura e adequada para cada paciente.

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