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Mais de 26 mil meninas de 10 a 14 anos vivem em união conjugal no Brasil, revela Censo do IBGE

A situação é ainda mais grave levando em consideração a legislação brasileira - Divulgação/Ministério dos Direitos Humanos
Em uma análise mais detalhada, observou-se que do total de jovens nessa condição, 7.804 eram meninos e 26.399 eram meninas  |   BNews RN - Divulgação A situação é ainda mais grave levando em consideração a legislação brasileira - Divulgação/Ministério dos Direitos Humanos
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 06/11/2025, às 15h44



De acordo com dados presentes no Censo Demográfico de 2022, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34.202 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos estavam vivendo uma união conjugal até o ano de 2022, com forte predominância de meninas nessa situação.

Em uma análise mais detalhada, observou-se que do total de jovens nessa condição, 7.804 eram meninos e 26.399 eram meninas. A união consensual surge como a principal forma de convivência entre esses menores em questão, envolvendo 5.330 garotos e 24.289 garotas. Além disso, a pesquisa também identificou casamentos civis e religiosos, mas os números observados eram muito inferiores.

Em relação aos grupos religiosos, a Igreja Católica Apostólica Romana concentra a maior quantidade de adolescentes em situação de união, com 4.337 meninos e 13.319 meninas. Logo após aparecem os evangélicos, que somam 2.073 crianças e adolescentes do sexo masculino e 7.204 do sexo feminino.

Leis proíbem casamento antes dos 16 anos

A situação é ainda mais grave levando em consideração a legislação brasileira. Desde março do ano de 2019, com a Lei nº 13.811, fica proibido o casamento civil de menores de 16 anos de idade em qualquer circunstância. Mesmo assim, o cenário de uniões consensuais permanece expressivo.

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Além disso, também foram registrados jovens sem religião envolvidos em uniões, com 789 meninos e 4.581 meninas nessa condição. O IBGE mostrou, ainda, uma mudança no comportamento conjugal do Brasil. A união consensual já é a forma mais comum de relacionamento entre brasileiros em união, representando 38,9%  das pessoas com 10 anos ou mais.

Uniões consensuais disparam no Brasil

Esses números já são maiores que os de casamentos civis e religiosos, que representam 37,9 %. O panorama marca uma mudança no comportamento da sociedade brasileira, onde a oficialização da união tem perdido espaço. Entre 2000 e 2022, a proporção de uniões consensuais cresceu de 28,6% para 38,9%.

No mesmo período em questão, casamentos civis aumentaram de 17,5% para 20,5%, enquanto os casamentos exclusivamente religiosos caíram de 4,4% para 2,6%.

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