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A jornalista Bárbara Gancia foi condenada em primeira instância pela 2ª Vara Criminal de São Paulo após atacar, com conteúdo sexualizado, Laura Bolsonaro, que tinha apenas 11 anos de idade na época da publicação. A sentença, divulgada na última terça-feira (3), estabeleceu pena de 3 meses e 30 dias de detenção em regime semiaberto, multa de 10 salários mínimos e indenização de R$ 10 mil à família da menor.
O crime aconteceu em outubro de 2022, quando Gancia escreveu no antigo Twitter a mensagem ofensiva direcionada à criança. A decisão judicial ressaltou que a publicação ultrapassou qualquer limite de crítica política, configurando ataque direto à dignidade de uma menor.
A juíza responsável enfatizou que liberdade de expressão não abrange agressões de cunho sexual contra crianças. O conteúdo do processo também registrou que a repercussão causou indignação entre familiares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que viram a condenação como um marco contra ataques a filhos de figuras públicas.
A defesa de Bárbara Gancia já anunciou que irá recorrer, alegando supostas nulidades processuais. Mesmo assim, a sentença permite que a pena privativa de liberdade seja convertida em prestação de serviços comunitários, a critério do juízo da execução.
A condenação foi rapidamente celebrada por ex-assessores e apoiadores do ex-presidente, que afirmaram que a decisão representa um avanço no enfrentamento a ataques considerados covardes e desumanos contra crianças. Para eles, o caso demonstra que o ambiente político não pode servir de escudo para práticas que desrespeitam a proteção integral garantida ao público infantil.
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Os bolsonaristas também destacaram que essa é a primeira vez que um ataque dessa natureza, ligado ao ambiente polarizado das redes sociais, resulta em pena criminal aplicada à autora. Mesmo com a repercussão intensa, Gancia manteve silêncio público após o anúncio da condenação.
A acusação destacou que o episódio ocorreu durante período de forte acirramento eleitoral, mas que o contexto político não pode ser usado como justificativa para violação de direitos de menores.
O processo seguiu trâmite regular até a sentença, que agora aguarda análise do recurso anunciado pela defesa. Enquanto isso, a multa e a indenização permanecem válidas.
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