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Intoxicação misteriosa após consumo de peixe é investigada no litoral potiguar

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A Secretaria de Saúde do RN investiga quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera após consumo de peixe em Touros.  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Reprodução

Publicado em 10/01/2026, às 16h18   Mayane Lins



A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte investiga quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera em Touros, após o consumo de peixe em 7 de janeiro, com amostras já enviadas para análise laboratorial.

Ainda não há confirmação oficial sobre a espécie de peixe consumida ou o local da ingestão, embora mensagens nas redes sociais tenham alertado para um possível surto, citando peixes como bicuda e cavala como fontes de contaminação.

A Sesap enfatizou que não há confirmação de surto e pediu cautela à população, enquanto continua o monitoramento da situação até a divulgação dos resultados dos exames.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está investigando quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera no município de Touros, no litoral Norte do estado. As ocorrências foram registradas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe, e amostras já foram coletadas e enviadas para análise laboratorial.

Por enquanto, os casos seguem sendo tratados apenas como suspeitos, sem confirmação oficial. A Sesap informou que ainda não há dados conclusivos sobre qual espécie de peixe foi consumida nem sobre onde ocorreu a ingestão, se em restaurantes ou em residências.

A investigação ganhou repercussão depois que mensagens começaram a circular nas redes sociais alertando para um possível surto da doença no estado. Algumas publicações chegaram a citar espécies como bicuda, cavala e arabaiana como possíveis fontes de contaminação.

A Sesap, no entanto, reforçou que não há confirmação de surto e pediu cautela à população até a divulgação dos resultados dos exames.

O que é a ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por algas microscópicas, chamadas dinoflagelados, comuns em áreas de recifes de corais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar, principalmente em peixes carnívoros, que acabam transmitindo a substância ao ser humano.

O perigo é que essas toxinas não têm cheiro nem sabor e não são eliminadas pelo cozimento ou congelamento.

Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, formigamento, fraqueza muscular e alterações neurológicas, além da chamada inversão térmica, quando o frio é sentido como quente e o quente como frio.

Em casos mais graves, a intoxicação pode provocar alterações cardíacas. A Sesap informou que segue acompanhando a situação até a conclusão das análises.

Classificação Indicativa: Livre

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