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Fim do esmalte em gel: Anvisa veta substâncias por risco de câncer e infertilidade

Divulgação Agência gov/ Marcelo Camargo
As substâncias banidas estão associadas a riscos de câncer e problemas reprodutivos, afetando principalmente profissionais de salão.  |   BNews RN - Divulgação Divulgação Agência gov/ Marcelo Camargo
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 31/10/2025, às 10h30



A Anvisa aprovou a proibição do uso de duas substâncias químicas em cosméticos, visando proteger consumidores e profissionais de beleza de riscos de câncer e problemas reprodutivos.

As substâncias banidas, TPO e DMPT, são associadas a riscos significativos à saúde, como potencial cancerígeno e toxicidade reprodutiva, com a medida alinhando o Brasil aos padrões de segurança da União Europeia.

A resolução determina que a produção e importação dessas substâncias sejam interrompidas imediatamente, enquanto empresas terão 90 dias para retirar produtos do mercado, após os quais todos os registros serão cancelados pela Anvisa.

Resumo gerado por IA

Nesta quarta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma determinação que proíbe o uso de duas substâncias químicas em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes. Com o fim de proteger consumidores e profissionais de beleza contra riscos de câncer e problemas reprodutivos.

As substâncias banidas são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). Elas são usadas em produtos para unhas artificiais em gel e esmaltes em gel, com exposição à luz ultravioleta (UV) ou LED para endurecer as unhas. 

Por que a proibição?

A medida tem como propósito resguardar a saúde de quem utiliza esses produtos, principalmente dos profissionais da área. Pesquisas feitas com animais em outros países indicaram que essas substâncias oferecem os seguintes riscos:

  • DMPT: classificado como uma substância que pode causar câncer em humanos.
  • TPO: classificado como tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade.

Com a medida, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que recentemente também proibiu o uso dessas substâncias. De acordo com a Anvisa, a iniciativa impede a comercialização de produtos considerados inseguros em outros países.

A agência destaca que a exposição eventual a essas substâncias apresenta menor risco, mas o contato contínuo ou prolongado, como acontece com profissionais de salões, pode causar efeitos prejudiciais acumulativos.

Com essa medida, o Brasil avança mais um passo na modernização das normas de segurança em cosméticos, segmento que gera bilhões de reais anualmente e emprega milhares de trabalhadores da área da beleza

Quais são os prazos?

A resolução estabelece regras claras para a retirada desses produtos do mercado:

Imediatamente: a partir da publicação da norma, fica vedada a produção, a importação e a emissão de novos registros ou autorizações para produtos que conte

Prazo para comercialização: as empresas e estabelecimentos terão 90 dias para interromper a venda ou o uso dos produtos que já se encontram no mercado.

Após 90 dias: transcorrido esse período, todos os registros e autorizações desses produtos serão cancelados pela Anvisa. As empresas responsáveis deverão recolher os itens ainda presentes em lojas e distribuidores.

Classificação Indicativa: Livre

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