Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 28/11/2025, às 13h55
A expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 76,6 anos em 2024, sendo o maior patamar já registrado desde 1940, início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa leve avanço em relação a 2023, quando a média era de 76,4 anos.
O indicador revela o número médio de anos que uma pessoa tende a viver caso as taxas atuais de mortalidade se mantenham inalteradas. Comparado ao início da década de 1940, quando um brasileiro vivia em média 45,5 anos, o país registra aumento de 31,1 anos na longevidade.
Os dados integram a nova Tábua de Mortalidade, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo instituto.
Historicamente, a expectativa de vida dos brasileiros vem crescendo de forma contínua, interrompida apenas durante a pandemia de covid-19. Em 2019, a média era de 76,2 anos, mas caiu para 72,8 anos em 2021, reflexo do aumento abrupto da mortalidade. Desde então, o indicador voltou a subir.
Trajetória recente da expectativa de vida ao nascer:
2000: 71,1 anos
2010: 74,4 anos
2019: 76,2 anos
2020: 74,8 anos
2021: 72,8 anos
2022: 75,4 anos
2023: 76,4 anos
2024: 76,6 anos
A nova tábua reforça a diferença histórica entre os sexos: mulheres vivem, em média, 6,6 anos a mais. Em 2024, a expectativa feminina chegou a 79,9 anos, enquanto a masculina ficou em 73,3.
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A sobremortalidade masculina é mais intensa entre os jovens. Na faixa dos 20 aos 24 anos, eles têm 4,1 vezes mais probabilidade de não completar 25 anos do que mulheres da mesma idade. Entre 15 e 19 anos, o índice é de 3,4; entre 25 e 29, de 3,5.
O IBGE associa essa diferença ao processo de urbanização e ao crescimento das mortes por causas externas, como homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, principalmente a partir dos anos 1980.
Os dados da Tábua de Mortalidade são usados pelo governo para atualizar o fator previdenciário, que influencia o cálculo das aposentadorias do INSS.
As projeções mostram que um brasileiro que chega aos 60 anos em 2024 tende a viver, em média, mais 22,6 anos, sendo 20,8 anos para homens e 24,2 para mulheres. Em 1940, essa "vida adicional" aos 60 era de apenas 13,2 anos.
Para quem atinge os 80 anos, a expectativa é de mais 9,5 anos no caso das mulheres e 8,3 no caso dos homens, números muito superiores aos registrados na década de 1940.
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