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Nelson Luiz Scherer, morador de Quatro Pontes (PR), completou sua 55ª doação de sangue, atingindo o limite permitido pela legislação brasileira antes de completar 70 anos, o que destaca sua dedicação ao ato de solidariedade ao longo de quase 30 anos.
Doador do tipo O+, Nelson se tornou um 'doador de repetição', considerado valioso pelos bancos de sangue, e seu sangue foi utilizado para ajudar pacientes com necessidades específicas, beneficiando aproximadamente 220 pessoas ao longo de sua trajetória.
Apesar de sua vontade de continuar doando, a legislação limita sua participação, mas sua história serve de inspiração para novas gerações, ressaltando que doar sangue é uma forma acessível e eficaz de salvar vidas.
Existem heróis que não usam capas, mas que carregam a marca da solidariedade no braço. É o caso de Nelson Luiz Scherer, morador de Quatro Pontes (PR), que nesta semana encerrou um ciclo histórico de quase 30 anos. Na última quinta-feira (12), ele realizou sua 55ª doação de sangue, atingindo a marca máxima permitida pela legislação brasileira, que autoriza a doação até os 69 anos (completando 70 no próximo mês).
Doador do tipo O+, Nelson iniciou sua trajetória em 1997, aos 41 anos. De lá para cá, tornou-se o que os especialistas chamam de "doador de repetição": o perfil mais valioso para os bancos de sangue devido à fidelidade e à segurança do histórico de saúde. Segundo a farmacêutica Lariane Cargnelutti, da Unidade de Coleta de Toledo, o sangue de Nelson era tão especial que chegou a ser fenotipado, servindo como "padrinho" para pacientes com necessidades específicas, como portadores de anemia falciforme.
Se considerarmos que cada bolsa de sangue pode salvar até quatro pessoas, a dedicação de Nelson ao longo desses anos pode ter beneficiado aproximadamente 220 pacientes.
“Sinto-me feliz com o que já consegui realizar. Gostaria de fazer mais doações por mais anos, mas a legislação não permite. Assumi essa prática como um compromisso pessoal”, relatou Nelson, emocionado, durante a homenagem que recebeu da equipe de saúde em sua última visita ao banco de sangue.
A história de Nelson serve de incentivo para que novas gerações assumam esse bastão. No Brasil, os requisitos básicos para doação são:
Idade: entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização; maiores de 60 só doam se já tiverem doado antes dessa idade);
Peso: mínimo de 50 kg;
Saúde: estar em boas condições, alimentado e descansado;
Frequência: homens podem doar até 4 vezes por ano e mulheres até 3 vezes.
Nelson Scherer volta para casa com o sentimento de dever cumprido e uma mensagem simples: doar sangue não dói, não toma tempo e é a forma mais pura de salvar uma vida. Que o exemplo desse herói paranaense ecoe em todo o país.
Para doar sangue no RN, procure o Hemonorte.
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