Cidades

Hemonorte faz apelo por doações de sangue antes do Carnaval; veja como doar

Tomaz Silva/Agência Brasil
Com a demanda por sangue aumentando em 30% no Carnaval, Hemonorte precisa de doações para garantir a segurança dos pacientes  |   BNews RN - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 06/02/2026, às 08h59   Malu Machado



Com a chegada do Carnaval, o Hemonorte alerta para a queda nas doações de sangue, que atualmente conta com cerca de 600 bolsas, enquanto a demanda durante a festividade pode aumentar em mais de 30%. A situação é crítica, pois o hemocentro estima que serão necessárias entre 800 a 1.000 bolsas para atender a população durante os três dias de festa.

O tipo sanguíneo O negativo é o mais preocupante, sendo o doador universal e essencial em emergências, mas apenas 7% a 9% da população brasileira possui esse tipo. A diretora do Hemonorte, Miriam Mafra, destaca a dificuldade em atender a demanda devido à escassez desse sangue.

Para incentivar a doação, o Hemonorte reforça a importância do gesto, especialmente para pacientes em tratamento oncológico e transplantados. A instituição também fornece informações sobre os requisitos para doação, buscando aumentar o número de doadores nesse período crítico.

Resumo gerado por IA

Com a proximidade do Carnaval, o Hemonorte acende o sinal de alerta. O hemocentro conta atualmente com cerca de 600 bolsas em estoque, mas registra uma queda nas doações devido ao período de férias e veraneio. 

A preocupação aumenta porque, historicamente, a demanda por sangue cresce mais de 30% durante os dias de folia devido ao aumento no número de acidentes.

Para garantir a segurança dos pacientes durante os três dias de festa, o Hemonorte estima que seriam necessárias entre 800 a 1.000 bolsas de sangue.

Doador Universal em falta

Embora todas as tipagens sejam necessárias, o estoque de O negativo (O-) é o que mais preocupa. Por ser o tipo sanguíneo que pode ser transfundido em qualquer paciente (doador universal), ele é o primeiro a ser utilizado em emergências. No Brasil, apenas 7% a 9% da população possui esse tipo sanguíneo, o que o torna raro e valioso.

"O que acontece é não termos a capacidade de enviar para quem está necessitando a bolsa para ser transfundida", alerta Miriam Mafra, diretora de apoio técnico do Hemonorte.

Solidariedade que salva

Além das emergências, o sangue é vital para pacientes em tratamento oncológico, transplantados e pessoas com doenças hematológicas. 

Exemplos de solidariedade, como o de Daniel Costa, que veio de Santa Cruz para doar após a filha precisar de cirurgia, reforçam a importância do gesto. "A doação é segura e o resultado é a continuidade da vida", completa Miriam.

A queda no movimento das salas de espera é percebida por quem já é doador assíduo. Rildan Marinho, que realizou sua quinta doação, notou a diferença no fluxo de pessoas.

No final do ano tinha muito mais gente aqui. A fila estava bem maior. A gente tem que estar sempre deixando o estoque em dia, principalmente nesse período [de Carnaval]", relatou.

Como doar?

Requisitos para ser um doador:

  • ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos devem estar acompanhados do responsável legal);
  • pesar no mínimo 50 kg;
  • estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas 3h que antecedem a doação, e caso seja após o almoço aguardar 2h;
  • ter dormido pelo menos 6h nas últimas 24h;
  • apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista ou Carteira Profissional emitida por classe).

Classificação Indicativa: Livre

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