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Entrada de policiais armados em escola após atividade cultural gera polêmica; policial diz que diretora quer “ditar ideologia”

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Imagens de câmeras corporais mostram abordagem da PM em escola após pai questionar conteúdo pedagógico sobre orixás  |   BNews RN - Divulgação Reprodução
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 22/06/2026, às 18h59



Um caso envolvendo uma atividade escolar com desenho de orixá na Emei Antônio Bento, em São Paulo, voltou a repercutir após a divulgação de imagens de câmeras corporais de policiais militares. A ocorrência foi registrada em novembro de 2025, quando a Polícia Militar foi acionada por um pai de aluna que questionou o conteúdo pedagógico aplicado em sala de aula.

As gravações mostram a entrada de policiais armados na unidade escolar e uma discussão com a direção da escola e o responsável pela estudante. O episódio teve início após a realização de uma atividade baseada em um livro infantil que aborda elementos da cultura afro-brasileira, incluindo referências a orixás.

A direção da escola afirmou, na ocasião, que o conteúdo fazia parte de um projeto pedagógico alinhado à legislação federal que prevê o ensino da história e cultura afro-brasileira na educação básica.

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Durante a abordagem registrada pelas câmeras corporais, um dos policiais militares questiona a condução da atividade e afirma à diretora que ela estaria tentando “ditar ideologia” ao defender o material utilizado em sala de aula.

“A senhora quis impor e ditar as suas regras, ditar seu pensamento, ditar a sua ideologia. Não vou conversar com a senhora agora. E, se tiver alguma medida, eu tomarei; voltarei aqui com a medida administrativa”, disse o tenente Ronald Camacho, em fala registrada pela bodycam.

O pai da aluna relatou discordância em relação ao conteúdo apresentado à filha e acionou a Polícia Militar. Já a gestão escolar reforçou que a atividade tinha caráter pedagógico e cultural.

As imagens também mostram divergências entre os policiais e a equipe escolar sobre a natureza do conteúdo, com a direção defendendo o caráter educativo do material e os agentes questionando a abordagem adotada.

Em meio à situação, a diretora sugeriu a realização de uma reunião com o conselho escolar para esclarecimentos, mas a proposta não avançou no momento da ocorrência.

Após a divulgação das imagens, o caso voltou a circular nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a atuação policial em ambientes escolares e os limites entre liberdade religiosa e conteúdos culturais previstos no currículo escolar. O episódio já havia sido encaminhado para investigação da Polícia Civil e para apuração interna da Polícia Militar à época dos fatos.

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