Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 18/02/2026, às 13h24
A ex-ginasta Lais Souza conheceu Bruno Drummond de Freitas, o chamado “paciente 01” do estudo clínico brasileiro com polilaminina para tratamento de lesões na medula espinhal, atualmente em fase experimental aprovada pela Anvisa. Bruno foi o primeiro paciente no mundo a receber a substância em um quadro de lesão medular aguda.
O encontro foi compartilhado nas redes sociais e rapidamente ganhou repercussão. Lais classificou Bruno como protagonista de um marco histórico da ciência nacional no enfrentamento das lesões medulares.
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A trajetória do jovem de 31 anos simboliza uma das aplicações mais emblemáticas da pesquisa conduzida no Brasil, que vem chamando atenção da comunidade científica internacional.
Em 2018, Bruno sofreu uma lesão cervical total e recebeu diagnóstico de tetraplegia. Após ser submetido ao tratamento experimental com polilaminina, passou a apresentar sinais progressivos de recuperação.
Segundo relatos divulgados, o primeiro avanço foi um discreto movimento no dedo do pé. Com o tempo, a reconexão dos circuitos neurais evoluiu, permitindo que ele recuperasse movimentos e voltasse a andar.
Para Lais, o caso representa mais do que um resultado individual, é um símbolo de esperança para milhares de pessoas que convivem com lesões medulares.
Ao comentar o encontro, Lais destacou que o caso de Bruno e de outros pacientes tratados coloca a ciência brasileira no centro da discussão global sobre regeneração da medula espinhal.
A pesquisa é liderada pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que coordena os estudos sobre a polilaminina, substância derivada da placenta humana.
O biofármaco desenvolvido no Brasil tem demonstrado resultados promissores na recuperação de movimentos em pacientes com paraplegia e outras lesões medulares, embora ainda esteja em fase de testes clínicos.
Além de conhecer Bruno, Lais também compartilhou o momento em que se encontrou com Tatiana. A ex-ginasta afirmou que sempre acompanhou pesquisas ao redor do mundo, mas sem criar expectativas excessivas.
Ela relembrou que sofreu um grave acidente de esqui há 12 anos, nos Estados Unidos, que a deixou tetraplégica. Desde então, acompanha estudos científicos em busca de avanços reais na área.
Em publicação, declarou que jamais imaginou que uma esperança concreta pudesse surgir tão perto, dentro do próprio país.
Na postagem, Lais escreveu que segue acompanhando cada nova informação com otimismo e responsabilidade, mantendo cautela quanto aos resultados futuros.
Ela manifestou o desejo de testemunhar o impacto da descoberta não apenas em sua própria vida, mas na de milhões de pessoas que aguardam há décadas por alternativas terapêuticas eficazes.
Ainda em fase experimental, o tratamento com polilaminina já é apontado como um dos avanços mais significativos da medicina regenerativa brasileira, reacendendo expectativas em uma área historicamente marcada por limitações científicas.
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