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Emagrece… e engravida? O fenômeno dos “bebês Mounjaro”

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Alterações hormonais e metabólicas do Mounjaro podem influenciar a ovulação, mas uso deve ser acompanhado por profissionais  |   BNews RN - Divulgação Rerpodução: Freepik
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 17/12/2025, às 15h40



Relatos de mulheres que engravidaram após o uso do medicamento Mounjaro, indicado para obesidade e diabetes tipo 2, geraram preocupações entre especialistas, especialmente após a ex-BBB Laís Caldas anunciar sua gravidez sob esse tratamento.

O fenômeno, apelidado de 'bebês Mounjaro', levanta questões sobre os efeitos do medicamento na fertilidade, embora médicos afirmem que ele não é destinado a induzir a gravidez, mas pode regularizar o ciclo menstrual em algumas mulheres, especialmente aquelas com síndrome dos ovários policísticos.

Especialistas recomendam que mulheres que desejam engravidar suspendam o uso do Mounjaro pelo menos um a dois meses antes da tentativa, devido à falta de estudos sobre sua segurança na gestação e à possibilidade de interferência na eficácia de anticoncepcionais orais.

Resumo gerado por IA

Relatos de mulheres que engravidaram após iniciar o uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” têm se multiplicado nas redes sociais e acendido um alerta entre especialistas.

O debate ganhou força nesta semana após a ex-BBB Laís Caldas anunciar a gravidez e revelar que fazia uso do Mounjaro, fármaco indicado para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

O fenômeno passou a ser apelidado informalmente de “bebês Mounjaro” e levanta questionamentos sobre os efeitos do medicamento no organismo feminino, especialmente em relação à fertilidade.

Médicos esclarecem, no entanto, que o remédio não é indicado para estimular a gravidez, apesar de poder provocar alterações metabólicas que favorecem a ovulação em alguns casos.

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Efeitos metabólicos podem influenciar o ciclo menstrual

Segundo a ginecologista e obstetra Maria Clara Albejante, a principal explicação está na redução da resistência à insulina e na perda de gordura corporal, especialmente a gordura visceral.

Em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição frequentemente associada ao sobrepeso, essas mudanças podem levar à regularização do ciclo menstrual e ao retorno da ovulação espontânea.

A especialista destaca que tanto o excesso quanto a falta de gordura corporal interferem diretamente no equilíbrio hormonal.

“O medicamento não induz a gravidez, mas pode restaurar funções hormonais que estavam desreguladas”, explica.

Apesar dos relatos de gestações não planejadas, o uso do Mounjaro não é recomendado para mulheres que desejam engravidar.

A orientação médica é suspender o medicamento pelo menos um a dois meses antes de tentar a gestação, já que não há estudos suficientes que comprovem sua segurança durante a gravidez.

Outro ponto de atenção é a possível redução da eficácia dos anticoncepcionais orais, já que o medicamento pode interferir na absorção hormonal.

Por isso, especialistas indicam o uso de métodos contraceptivos adicionais, como preservativos, ou a adoção de métodos não orais, como DIU, implantes ou adesivos.

Alterações no ciclo menstrual, como atrasos, escapes, irregularidade ou ausência temporária da menstruação, também podem ocorrer, especialmente em casos de perda de peso rápida sem acompanhamento adequado.

Além disso, o uso inadequado pode provocar perda de massa muscular, deficiência de vitaminas, fadiga e alterações de humor.

Especialistas reforçam que os chamados “bebês Mounjaro” não são resultado de um efeito milagroso, mas de uma reorganização metabólica que pode, em alguns casos, devolver ao corpo a capacidade de ovular.

Ainda assim, o alerta é claro: o medicamento não deve ser utilizado com a finalidade de engravidar e exige acompanhamento médico contínuo.

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