Geral
Publicado em 16/11/2025, às 08h00 Bruna Souza
Muitas doenças historicamente associadas à Idade Média, como a peste bubônica, conhecida como peste negra, a hanseníase e a cólera, continuam a circular e a fazer vítimas no mundo moderno.
Embora controladas em grande parte, a persistência dessas infecções está ligada a cenários de baixa condição socioeconômica, consequentemente gerando baixa adesão de vacinas, ausência de saneamento básico e água potável, condições que favorecem surtos localizados.
A erradicação total é difícil porque os microrganismos patogênicos buscam se perpetuar na natureza, e apenas a varíola foi de fato eliminada da história da humanidade, segundo especialistas, como afirma o epidemiologista Expedito José de Albuquerque Luna, em entrevista a CNN.
O ressurgimento e a permanência dessas doenças são um claro reflexo da desigualdade social e das falhas na vigilância epidemiológica, que favorecem a reprodução dos agentes infecciosos.
A chave para o controle reside na garantia de saneamento básico, acesso a antimicrobianos e vacinação eficaz para a população vulnerável. A hanseníase, por exemplo, ainda ocorre de forma endêmica no Brasil, sendo o segundo país com maior número de casos no mundo.
As doenças da lista não ficaram restritas aos livros de história, mostrando a dificuldade de erradicação de patógenos que se adaptam e driblam as barreiras criadas pela ciência.
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