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Déficit bilionário do IPERN preocupa Assembleia e mobiliza TCE-RN; entenda

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O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN enfrenta um déficit atuarial alarmante, gerando pressão do TCE e da Assembleia Legislativa  |   BNews RN - Divulgação FOTO: JOÃO GILBERTO
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 23/10/2025, às 13h55



O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), que atingiu R$ 54,3 bilhões, voltou a gerar preocupação na Assembleia Legislativa e pressão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

O presidente do órgão, Nereu Linhares, confirmou que recebeu na terça-feira (21) uma notificação do tribunal para apresentar, em até 60 dias, medidas para reduzir o rombo financeiro.

Linhares participou na quarta-feira (22) da Comissão de Administração da Casa, a convite do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), e detalhou a situação do instituto.

Ele explicou que desde 2016 não existem recursos de fundo previdenciário disponíveis, e que saques anteriores só ocorreram após autorização legislativa.

O presidente reforçou que o governo do Estado e o IPERN já criaram um grupo técnico para elaborar um relatório sobre a situação da previdência estadual, e que dentro de duas semanas a governadora Fátima Bezerra (PT) convocará uma reunião com os três poderes e órgãos autônomos para discutir soluções.

Dívida histórica e desafios administrativos

Linhares criticou a gestão anterior, apontando que muitos ex-presidentes do IPERN não tinham conhecimento sobre previdência.

“Para ter uma noção, na galeria de ex-presidentes, talvez dois ou três entendiam do assunto. O resto via o IPERN como prêmio de consolação eleitoral”, afirmou.

Ele também revelou que vem alertando sobre o problema desde 2019, mas que até agora nenhum poder quis assumir a responsabilidade.

“A dívida não é só do Executivo, é de todos. E ninguém quis discutir isso”, declarou.

O presidente ressaltou que a situação é histórica, desde a criação do instituto em 1962, e que o déficit vem aumentando devido ao direito adquirido de servidores com paridade até 2032.

Impacto financeiro e medidas necessárias

Atualmente, o governo complementa o déficit da previdência com aproximadamente R$ 170 milhões por mês. Segundo o deputado Luiz Eduardo (Solidariedade), presidente da Comissão de Administração, “é dinheiro que poderia estar sendo usado em investimentos se tivéssemos uma previdência equilibrada”.

Linhares explicou que, para recuperar a capitalização do IPERN, seriam necessários R$ 200 milhões mensais, além do que já é coberto pelo Tesouro Estadual. Ele alertou que o déficit cresce em média 10% ao ano até que se aposente o último servidor com paridade.

Ao final da reunião, a Comissão aprovou um pedido de informações sobre o saldo da conta da previdência e a movimentação financeira dos últimos 12 meses, para entender o fluxo de caixa e buscar alternativas de gestão.

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