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Decisão de Fux explana cenário para futuro de pai e primo de Vorcaro no STF

Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Henrique e Felipe Vorcaro são alvos da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e lavagem de dinheiro no Banco Master  |   BNews RN - Divulgação Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 25/05/2026, às 13h36



O Supremo Tribunal Federal (STF) formou placar parcial de 2 a 0 para manter as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro Luiz Fux acompanhou o voto do relator André Mendonça e reforçou a decisão de converter as prisões temporárias em detenções sem prazo definido. A reunião aconteceu neste sábado (23).

O julgamento ocorreu no plenário virtual da Segunda Turma do STF, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Mesmo com a suspensão, outros ministros ainda podem antecipar os votos. Além de Gilmar Mendes, ainda faltam os posicionamentos de Nunes Marques e Dias Toffoli. Este último, no entanto, declarou impedimento e não participa da análise do caso.

Operação 

Henrique e Felipe Vorcaro foram presos em desdobramentos da Operação "Compliance Zero", conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, em novembro de 2025.

Felipe Vorcaro foi alvo da operação em 7 de maio. Já Henrique Vorcaro acabou preso uma semana depois, em 14 de maio, na cidade de Belo Horizonte.

Segundo a investigação, Henrique teria atuado como operador financeiro e beneficiário de uma organização criminosa conhecida como “A Turma”, apontada pela Polícia Federal, como responsável por pagamentos ilegais e obtenção de dados sigilosos. Os investigadores afirmam que ele teria financiado o grupo com repasses mensais de aproximadamente R$ 400 mil.

Relator aponta risco às investigações

No voto apresentado ao colegiado, André Mendonça afirmou existir “fortes indícios” da participação dos investigados em uma estrutura criminosa de grande impacto social. O ministro sustentou que a liberdade dos acusados poderia comprometer as investigações e dificultar a aplicação da lei penal.

O relator também mencionou supostas tentativas de ocultação patrimonial e dissimulação de bens. Conforme os autos, Felipe Vorcaro teria deixado uma residência em Trancoso pouco antes da chegada de agentes da PF.

Felipe é investigado por suposta participação em operações financeiras consideradas ilícitas, incluindo movimentações ligadas à Green Investimentos e transações relacionadas à lavagem de dinheiro. Mendonça concluiu que medidas cautelares menos severas não seriam suficientes para preservar a ordem pública e evitar interferências na apuração. As defesas de Henrique e Felipe Vorcaro negam irregularidades.

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Tags Stf Fux Vorcaro

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