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“Cuidar da dor é cuidar da vida”, diz farmacêutica sobre o tratamento da dor em crianças com câncer

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A farmacêutica Isabelle Medeiros Resende discute os desafios do manejo da dor em crianças com câncer e a importância do cuidado multidisciplinar  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 20/10/2025, às 13h04



Tratar a dor em pacientes com câncer é um desafio que vai muito além da medicação. A farmacêutica Isabelle Medeiros Resende, da Casa Durval Paiva (CDP), explica que o controle da dor faz parte essencial dos cuidados durante a quimioterapia, radioterapia e internações, mas ainda enfrenta obstáculos.

Segundo ela, “há dificuldades tanto no manejo quanto na avaliação da dor, especialmente quando o paciente é uma criança”.

De acordo com Isabelle, os medicamentos mais utilizados no tratamento incluem anti-inflamatórios, opioides, antidepressivos e anticonvulsivantes, entre outros.

“Cada caso é único, e é preciso muito cuidado na escolha e administração dos fármacos, pois o uso em crianças ainda gera insegurança”, comenta.

Dor infantil é complexa e exige sensibilidade

A farmacêutica ressalta que a dor é individual e subjetiva, variando de acordo com cada criança e podendo estar associada a fatores físicos, psicológicos, espirituais e até à presença de metástases.

“Em alguns casos, o tamanho e o espalhamento do tumor também interferem na intensidade da dor”, explica Isabelle.

Ela reforça que o tratamento precisa considerar todas essas dimensões. “Não podemos negligenciar a dor. Mesmo com medicamentos e outros métodos, nem sempre conseguimos eliminá-la completamente, por isso o acompanhamento contínuo é essencial”.

O cuidado além dos remédios

Para Isabelle, o trabalho em equipe é um dos pilares do atendimento na Casa Durval Paiva. “A equipe multidisciplinar é fundamental. Cada profissional contribui para o alívio da dor e para a melhoria da qualidade de vida das crianças”, destaca.

Além dos medicamentos, os pacientes contam com serviços complementares, como fisioterapia, psicologia, musicalização, pedagogia, aulas de informática e odontologia.

“Essas atividades ajudam no bem-estar físico e emocional, proporcionando conforto e esperança”, afirma.

Isabelle conclui lembrando que o tratamento do câncer infantil exige empatia e acolhimento. “Cuidar da dor é cuidar da vida. O remédio é importante, mas o afeto, o olhar atento e o trabalho conjunto fazem toda a diferença”.

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