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Publicado em 28/11/2025, às 08h31 Bruna Souza
Recife, reconhecida como a capital mais antiga do Brasil, enfrenta um novo e grave desafio, a elevação do nível do mar. Devido à sua localização geográfica, a cidade de Pernambuco figura em pesquisas internacionais como a 16ª capital do mundo mais exposta a esse risco climático.
Fatores como o relevo predominantemente plano, a alta densidade demográfica e a desigualdade social intensificam a vulnerabilidade do município, forçando autoridades e a população a encararem medidas urgentes de adaptação, como explica o portal Diário do Litoral.
A localização de Recife é particularmente vulnerável. Por estar quase ao nível do oceano e próxima a diversos estuários, os efeitos da mudança climática são potencializados e perigosos.
O professor Marcus Silva, da UFPE, aponta que o nível médio do mar subiu até 40 centímetros no último século, um movimento que já impacta zonas habitadas e o patrimônio cultural.
Embora especialistas descartem a submersão total da cidade, eles alertam que os problemas de infraestrutura e moradia vão ser sérios e progressivos, exigindo atenção imediata.
Os impactos do aumento do mar já são sentidos na rotina da cidade. As consequências se traduzem em dificuldades crescentes para a infraestrutura urbana e o transporte. Áreas próximas ao litoral e bairros populosos enfrentam problemas que comprometem a habitação e a mobilidade.
Em reconhecimento à seriedade da situação, o município de Recife decretou, em 2019, situação de emergência climática, buscando não apenas conscientizar a população, mas também acelerar a adoção de estratégias defensivas para proteger a rotina urbana e seus pontos históricos.
Diante do avanço do oceano, a resposta de Recife envolve medidas educacionais e de engenharia. A inclusão do tema no currículo escolar visa preparar a comunidade para conviver com os desafios.
No campo da infraestrutura, propostas como o reforço e alargamento da Praia de Boa Viagem estão em análise, seguindo o exemplo de sucesso de outras cidades litorâneas.
Para os estudiosos, o futuro da capital exige que o planejamento urbano incorpore a coexistência com a água, ordenando a ocupação territorial da cidade, que é entrecortada por rios e canais.
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