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Contran libera CNH sem autoescola e reduz aulas obrigatórias, mudando formação de motoristas no país

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O Contran aprova novas regras que eliminam a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obter a CNH, visando facilitar o acesso à habilitação  |   BNews RN - Divulgação © Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 01/12/2025, às 15h37



O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira, 1º, uma resolução que põe fim à exigência de aulas em autoescolas para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, que passa a valer após publicação no Diário Oficial, redefine toda a estrutura da formação de condutores no Brasil.

Além de eliminar a obrigatoriedade das aulas presenciais em centros de formação, o Contran também reduz a carga horária mínima teórica e prática e extingue o prazo de validade do processo de habilitação. Apesar das mudanças, seguem obrigatórios o exame teórico, a prova prática e o teste toxicológico para as categorias C, D e E.

Menos custo e menos burocracia

Segundo o governo, o objetivo é diminuir custos e ampliar o acesso à habilitação. Pesquisa do Ministério dos Transportes aponta que um terço dos brasileiros não possui CNH devido ao preço do processo.

O levantamento indica ainda que quase metade dos que dirigem sem habilitação não regulariza a situação pelo mesmo motivo. Estima-se que 20 milhões de pessoas conduzam veículos sem carteira no país.

Com a nova regra, a carga horária das aulas teóricas deixa de ser obrigatória e o conteúdo passa a ser definido pelas entidades responsáveis, seguindo diretrizes do Contran. As aulas poderão ser presenciais, remotas, ao vivo ou gravadas, e poderão ser oferecidas por autoescolas, instituições públicas ou plataformas de ensino à distância.

A carga mínima das aulas práticas foi reduzida de 20 para duas horas. O candidato poderá escolher um instrutor autônomo, usar seu próprio veículo nas aulas e até no exame prático, desde que esteja regularizado conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

Novas regras para provas e instrutores

Os instrutores atuais serão notificados pelo aplicativo da CNH e poderão escolher atuar de forma independente. Para novos instrutores, o Ministério dos Transportes oferecerá curso gratuito. Será exigido ensino médio, CNH válida há pelo menos dois anos, autorização do Detran e ausência de infrações gravíssimas no último ano.

A prova teórica mantém duração mínima de uma hora, com questões objetivas. A aprovação exige acerto de pelo menos 20 perguntas e as tentativas são ilimitadas. A prova prática segue obrigatória, com banca de três avaliadores e trajeto fixo. Reprovações poderão ser remarcadas sem custo adicional.

Processo sem prazo para expirar

O processo de habilitação deixa de ter prazo de validade e só será encerrado nas situações previstas pela resolução. As novas regras também flexibilizam etapas para as categorias profissionais C, D e E, permitindo que os serviços sejam executados por autoescolas ou outras entidades autorizadas.

A mudança marca uma das maiores reformulações já feitas no sistema de habilitação brasileiro e deve alterar o acesso à CNH em todo o país.

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