Geral
Morreu nesta quinta-feira (25), aos 51 anos, a jornalista Helga Oliveira, uma das maiores referências do jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte e defensora da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O velório aconteceu na manhã desta sexta-feira (26), na sala central do Cemitério Morada da Paz, em Emaús. O sepultamento esteve previsto para às 10h30, no mesmo local.
Após permanecer 19 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Policlínica, ela não resistiu às complicações provocadas por uma pneumonia agressiva. Helga enfrentava havia cinco anos um tratamento contra leucemia crônica e completaria 52 anos neste sábado (27).
A morte da jornalista gerou grande repercussão entre entidades esportivas, colegas de profissão e instituições do estado. Reconhecida pelo pioneirismo na cobertura esportiva na televisão potiguar, Helga também se destacou pela atuação em defesa da inclusão de pessoas com autismo, causa que abraçou a partir da experiência como mãe.
Ao longo da carreira, Helga Oliveira consolidou seu nome como uma das primeiras mulheres a ocupar espaço na cobertura esportiva da televisão do RN, abrindo caminho para novas gerações de jornalistas em um segmento tradicionalmente dominado por homens.
Em nota de pesar, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) afirmou que Helga deixou uma contribuição marcante para o jornalismo potiguar. A entidade ressaltou seu profissionalismo, competência e coragem, além da importância de sua trajetória para ampliar a presença feminina no jornalismo esportivo.
O Sindjorn também destacou a atuação da jornalista na defesa das pessoas com TEA. Segundo a entidade, Helga transformou sua vivência familiar em uma importante bandeira de conscientização, inclusão e incentivo ao diagnóstico precoce.
Ver essa foto no Instagram
A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) anunciou que todas as partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro Série D e pelo Campeonato Potiguar Sub-17 terão um minuto de silêncio em homenagem à jornalista. A federação lembrou que Helga se tornou referência no jornalismo esportivo feminino e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
Ver essa foto no Instagram
A Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte (Acern) também lamentou a perda. Em nota, classificou Helga como uma profissional admirada e respeitada, ressaltando que sua partida deixa uma lacuna no jornalismo potiguar e um legado marcado pela ética, dedicação e compromisso com a informação. Diversas manifestações também partiram de colegas, amigos e familiares, reforçando a importância de Helga tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal.
Na tarde de quinta-feira (25), o marido da jornalista, o comunicador e professor de oratória Luís Henrique, anunciou a morte da esposa por meio das redes sociais. Em uma breve mensagem, escreveu: "Nossa galega descansou".
Um dia antes, na quarta-feira (24), ele havia informado que o quadro clínico apresentava sinais de estabilidade e melhora gradual. Na publicação, definiu os avanços como "pequenos milagres por dia" e agradeceu o empenho da equipe médica responsável pelo tratamento.
O empresário Vanderson Oliveira, irmão de Helga, também prestou homenagem nas redes sociais. Em sua mensagem, relembrou os momentos vividos ao lado da jornalista e destacou sua força, carinho e capacidade de unir a família. Segundo ele, o legado de Helga permanecerá vivo nas lembranças, nos filhos e na história construída ao lado de todos que conviveram com ela.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top