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Publicado em 30/10/2025, às 09h24 Bruna Souza
Durante o mês de outubro, as diretrizes de primeiros socorros para casos de engasgo foram atualizadas pela American Heart Association (AHA), a entidade que define os protocolos seguidos globalmente, visando aumentar a eficácia da intervenção e reduzir o risco de lesões e grandes consequências.
O engasgo é uma emergência que exige ação rápida, pois a obstrução das vias aéreas pode levar à asfixia e, em casos extremos, à morte. As novas orientações reforçam a importância da alternância de movimentos em todas as faixas etárias, com modificações para bebês, crianças e adultos.
A atualização de diretrizes padroniza a sequência de socorro para crianças acima de um ano e adultos, priorizando o uso de pancadas nas costas antes da Manobra de Heimlich, que é uma compressão abdominal no diafragma.
Essa alteração reflete estudos que indicam que as pancadas nas costas podem deslocar o objeto de forma mais rápida, facilitando a desobstrução, como explica o portal Diário de São Paulo.
O procedimento começa com a confirmação da obstrução total, verificando se a vítima não consegue tossir, falar ou respirar. Em seguida, o socorrista deve aplicar cinco golpes firmes nas costas, entre as escápulas, usando a parte de trás da mão.
Se o objeto não for expelido após as pancadas, nesse caso vítima deve ser socorrida pela Manobra de Heimlichcom, com cinco compressões abdominais empurrando para dentro e para cima, na altura entre o umbigo e o osso do peito.
É crucial continuar alternando cinco pancadas nas costas e cinco compressões abdominais até que o motivo do engasgo saia.
Caso ocorra a perda de consciência, a vítima deve ser deitada em uma superfície firme, o serviço de emergência (SAMU 192) deve ser acionado imediatamente, e a Reanimação Cardiopulmonar (RCP)deve ser iniciada.
As manobras em bebês, menores de um ano, são diferentes devido à fragilidade de seus órgãos internos, e as novas recomendações enfatizam a proibição de compressões abdominais (Heimlich) para essa faixa etária.
A intervenção deve começar com a confirmação do engasgo, pode ser feita pela ausência de choro, tosse, baixa respiração, corpo mole, ou mudança de cor.
O socorrista então deve colocar o bebê de bruços sobre seu antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco, e aplicar cinco pancadas firmes nas costas, entre as escápulas.
Caso não resolva, o bebê deve ser virado de barriga para cima e o socorrista vai realizar cinco compressões torácicas no centro do peito, usando a base da palma da mão ou dois dedos.
O procedimento exige que se repita a alternância dos cinco movimentos nas costas e cinco no peito até que a desobstrução ocorra.
É estritamente proibido realizar a Manobra de Heimlich em bebês e, em nenhuma situação é recomendado colocar os dedos na boca da vítima, por conta do risco de empurrar o objeto ainda mais para as vias aéreas.
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