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Publicado em 25/11/2025, às 07h14 Bruna Souza
Milhares de anos antes dos equipamentos modernos, os maias já demonstravam um conhecimento astronômico surpreendente, sendo capazes de prever eclipses solares com alta precisão.
Um novo estudo publicado na revista científica Science Advances, realizado por pesquisadores da Universidade de Albany e da Universidade Estadual de Nova York, propõe uma hipótese detalhada de como essa sociedade antiga possuía essa tecnologia.
A chave para desvendar esse mistério milenar estava em um dos poucos registros maias que sobreviveram à Inquisição Espanhola, o misterioso códice de Dresden, como explica CNN.
O Códice de Dresden é um texto maia de 78 páginas, escrito à mão entre os séculos XI e XII, que reúne diversos conhecimentos do povo maia sobre astronomia, medicina e estações do ano.
Embora os cientistas soubessem que uma tabela específica no documento estava relacionada ao estudo de eclipses, o método exato de previsão permaneceu um mistério por muito tempo.
Ao analisar e comparar a tabela, com o calendário maia e com dados modernos sobre ciclos lunares, os pesquisadores propuseram a solução; o calendário maia era vital para a previsão de movimentos celestes, que era essencial já que os astros estavam diretamente ligados à sua religião e rituais
Os pesquisadores descobriram que os maias utilizavam a tabela, que registrava 405 meses lunares, de uma maneira engenhosa para manter a precisão ao longo dos séculos.
A técnica residia em uma estratégia de reinício de ciclo; em vez de simplesmente recomeçar a contagem após os 405 meses, eles reiniciavam o ciclo a partir do 358 mês em certas ocasiões.
O mais impressionante é o resultado dessa técnica, o cálculo apresentava um desvio de apenas algumas horas em relação ao momento exato de todos os eclipses solares que ocorreram na região entre 350 e 1150 d.C., comprovando a eficácia e a sofisticação da matemática e astronomia maias.
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