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O que acontece com seu corpo após comer fast-food? Efeito é rápido e pode te surpreender

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A pesquisa foi realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Pexels

Publicado em 17/10/2025, às 08h20   Marina Gonçalves



Tem coisa melhor do que comer um bom fast-food? Além de ser, muitas vezes, uma refeição rápida e mais econômica, ainda conta com ingredientes que costumam agradar bastante o paladar.

No entanto, uma dieta rica em gordura, típica do fast-food, pode afetar a saúde do cérebro, e o pior: em apenas quatro dias. Mas, como isso pode acontecer?

Estudo comprova

De acordo com o portal Metrópoles, essa conclusão decorre de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos.

O trabalho foi publicado na renomada revista Neuron, no último dia 11 de setembro, e destacou como esse tipo de alimentação pode comprometer as células responsáveis pela memória.

Os pesquisadores constataram, por meio de experimentos em camundongos, que alimentos com alto teor de gordura diminuem a capacidade do cérebro de utilizar a glicose, sua principal fonte de energia.

Essa alteração provoca uma hiperatividade anormal em um grupo específico de células cerebrais, localizadas no hipocampo, conhecidas como interneurônios CCK, fundamentais no processamento da memória.

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Os testes

Durante os testes, após quatro dias com uma dieta rica em gordura, semelhante ao consumo de fast-food, os camundongos apresentaram interneurônios CCK hiperativos, o que interrompeu a comunicação normal entre as células do hipocampo e resultou em prejuízos para a memória.

Os pesquisadores observaram também o papel da proteína PKM2, que regula o uso de energia pelas células cerebrais. Quando há pouca glicose, essa proteína se desregula, fazendo com que os neurônios gastem energia de forma ineficiente, prejudicando a formação de novas lembranças.

Os resultados mostraram que os circuitos de memória são muito sensíveis à alimentação: mesmo antes de surgirem sinais de obesidade ou diabetes, o consumo constante de alimentos ultraprocessados e ricos em gordura saturada já pode causar impacto negativo no cérebro.

Reversão dos efeitos

Quando os níveis de glicose foram normalizados, as células voltaram ao normal e os camundongos recuperaram a memória, ou seja, existe a possibilidade de recuperação.

Os pesquisadores ainda notaram que o jejum intermitente ajudou a normalizar o funcionamento dos interneurônios CCK e a restaurar o equilíbrio energético do cérebro. Agora, eles querem investigar se o mesmo mecanismo ocorre em humanos e se intervenções alimentares podem proteger o cérebro contra os efeitos dos alimentos ultraprocessados.

Classificação Indicativa: Livre

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