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ChatGPT passa a exibir anúncios no Brasil; veja quem será impactado

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O Brasil, com 50 milhões de usuários mensais, é estratégico para a OpenAI avaliar o desempenho do novo modelo de anúncios no ChatGPT  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 05/08/2026, às 15h09



A OpenAI iniciou nesta terça-feira (4) a fase de testes de anúncios no ChatGPT para usuários brasileiros. A publicidade será exibida apenas para maiores de 18 anos que utilizam os planos Free e Go, enquanto os assinantes das modalidades Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuarão navegando sem propagandas.

O Brasil foi escolhido para integrar o projeto piloto por estar entre os três maiores mercados da plataforma em número de usuários ativos semanais. Segundo a empresa, o país reúne cerca de 50 milhões de usuários mensais, o que o torna estratégico para avaliar o desempenho do novo modelo comercial.

De acordo com a OpenAI, a publicidade será claramente identificada e não substituirá nem influenciará as respostas geradas pelo ChatGPT. A companhia afirma que o sistema responsável pelos anúncios opera de forma independente do modelo de inteligência artificial.

Publicidade estreia como nova fonte de receita

O projeto amplia para o mercado brasileiro uma iniciativa lançada inicialmente nos Estados Unidos ao longo deste ano. A empresa vem expandindo gradualmente a experiência para outros países enquanto analisa a reação dos usuários, a eficácia das campanhas e a integração dos anúncios ao ambiente de conversação.

A chegada da publicidade representa uma nova frente de receita para a OpenAI, que atualmente já obtém faturamento por meio de assinaturas pagas, soluções corporativas e da comercialização de acesso aos seus modelos por meio de interfaces de programação.

Ao restringir os anúncios aos planos gratuitos e de menor custo, a empresa também reforça um diferencial para os clientes das versões Plus e Pro, além dos usuários corporativos e das instituições de ensino atendidas pelos planos Business, Enterprise e Education.

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Empresa garante que anúncios não alteram as respostas

Segundo a OpenAI, anunciantes não terão acesso ao conteúdo produzido pela inteligência artificial nem poderão interferir, classificar ou modificar as respostas apresentadas aos usuários. A separação entre o sistema de anúncios e o modelo de linguagem busca preservar a imparcialidade das respostas.

A empresa destaca que essa divisão responde a uma das principais preocupações envolvendo publicidade em assistentes de inteligência artificial: evitar que interesses comerciais influenciem recomendações, resumos ou textos produzidos pelo sistema.

Até o momento, a OpenAI não informou qual será a frequência de exibição dos anúncios, quantas campanhas estarão disponíveis durante o piloto, os critérios completos de segmentação nem quais categorias de anunciantes participarão da fase de testes.

Brasil terá papel no desenvolvimento do modelo

O projeto conta com a participação das empresas BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP, grupos que reúnem agências de publicidade, comunicação e marketing responsáveis por campanhas de marcas nacionais e internacionais.

Em nota, Dave Dugan, chefe global de soluções de publicidade da OpenAI, afirmou que a experiência brasileira contribuirá para aperfeiçoar o modelo. Segundo ele, o objetivo é aprender com um mercado que acompanha e impulsiona transformações tecnológicas.

A infraestrutura comercial da OpenAI também inclui ferramentas para criação, gestão e monitoramento de campanhas publicitárias, permitindo que anunciantes acompanhem conversões, enviem eventos e administrem peças de forma programática.

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