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RN teve mais de 2,5 mil amputações por diabetes nos últimos três anos

Como parte da programação especial de novembro, a SBEM-RN irá realizar ações educativas e entrevistas na mídia local - Divulgação/Organização do evento
A iniciativa faz parte do movimento nacional do Novembro Diabetes Azul e busca chamar atenção para a prevenção das complicações da doença  |   BNews RN - Divulgação Como parte da programação especial de novembro, a SBEM-RN irá realizar ações educativas e entrevistas na mídia local - Divulgação/Organização do evento
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 03/11/2025, às 16h24 - Atualizado em 04/11/2025, às 09h09



Mais de 2,5 mil amputações no RN estão associadas ao diabetes

O dado é alarmante: mais de 2,5 mil amputações foram realizadas no Rio Grande do Norte nos últimos três anos em razão da diabetes. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN), obtida por meio da Plataforma Regula Vascular e  o impacto direto da doença no Rio Grande do Norte é alto.

Entre novembro de 2022 e outubro de 2025, foram registradas 1.168 amputações de dedos; 5 de mãos e punhos; 928 de membros inferiores; e 408 de pés e tarsos.

O total chega a 2.509 amputações relacionadas ao diabetes, número que ajuda a reforçar a urgência de diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Sem tratamento adequado, a doença pode comprometer o metabolismo e a circulação, aumentando o risco de demência, doenças cardíacas e amputações, podendo até levar ao óbito.

Campanha de conscientização

Ao longo deste mês de novembro, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN) irá realizar uma ampla mobilização para conscientizar a população em relação à importância do diagnóstico e do tratamento precoce do diabetes.

A iniciativa faz parte do movimento nacional do Novembro Diabetes Azul e busca chamar atenção para a prevenção das complicações da doença, que já afeta mais de 16 milhões de brasileiros, o que equivale a cerca de 7% da população do país.

O monitoramento gratuito pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde o Sistema Único de Saúde (SUS) também fornece materiais para controle da glicose, fundamentais para evitar agravamentos do quadro clínico.

especialista

“Acompanhamento e informação são as melhores formas de prevenção”, alerta endocrinologista

Para a endocrinologista Dra. Anna Karina, presidente da SBEM-RN, informação e acompanhamento médico são as melhores formas de evitar complicações graves.

“Nosso foco é conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico antecipado e do eficiente controle do diabetes, prevenindo complicações que podem ser sérias e até mortais. O acompanhamento constante, aliado a informações, é a melhor estratégia de prevenção”, destaca.

Como parte da programação especial de novembro, a SBEM-RN irá realizar ações educativas e entrevistas na mídia local para ampliar o alcance das informações sobre prevenção e controle do diabetes.

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O ponto alto será o evento em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, celebrado oficialmente no dia 14 de novembro. No Rio Grande do Norte, a atividade ocorrerá no dia 15 de novembro, no Partage Norte Shopping, na zona Norte de Natal. 

RN perdeu hospital de referência

Em 2019 o Rio Grande do Norte tinha na sua rede estadual SUS o Hospital Ruy Pereira, uma referência  em cirurgias vasculares e o principal destino de pessoas em tratamento para problemas como o "pé diabético". A unidade tinha 80 leitos clínicos de enfermaria e 10 leitos de UTI.

O hospital era tido como referência para atendimento de pacientes vasculares. A unidade foi inaugurada em outubro de 2010 e funcionava no prédio do antigo Itorn, no bairro de Petrópolis. O Ruy Pereira possuia um centro cirúrgico com três salas; o ambulatório especializado atendia 20 pessoas em média por dia; admitia a internação de cerca de 100 a 120 pacientes por mês; e chegou a registrar naquele ano 209 procedimentos cirúrgicos realizados.

Mas em junho daquele ano foi feito o anúncio que o Hospital Doutor Ruy Pereira dos Santos seria desativado. O motivo alegado foi uma deficiência na estrutura do prédio em que funcionava.

O então secretário de saúde Cipriano Maia, titular da Sesap, prometeu que os serviços operados na unidade de saúde seriam realocados e o Hospital da Polícia Militar, deveria abrigar parte da demanda remanejada.

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