Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 03/12/2025, às 13h25
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3), o número de pessoas em situação de extrema pobreza chegou ao menor nível da série histórica, caindo para 3,5% no ano passado. Esse dado representa uma redução de 0,9 ponto percentual em relação a 2023.
Ainda de acordo com o levantamento, 1,9 milhão de pessoas a menos estão vivendo na linha socioeconômica mais baixa no Brasil. Além disso, essa queda acabou se estendendo à pobreza, que passou de 27,3% da população em 2023 para 23,1% no ano passado, sendo esse o melhor resultado registrado desde o início do monitoramento, que começou em 2012.
No total, 8,6 milhões de brasileiros deixaram essa condição no intervalo de um ano. O IBGE também afirma que, se não houvesse a atuação de programas sociais, o cenário seria drasticamente diferente. A extrema pobreza saltaria para 10% da população e a pobreza chegaria a 28,7%.
Os indicadores também confirmam o terceiro ano consecutivo de redução da pobreza no Brasil, tendência que marca a recuperação pós-pandemia. Após o impacto de 2020, o número de pessoas pobres entrou em trajetória de declínio, revertendo o pico de 77 milhões registrado em 2021.
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A série histórica mostra que, no ano de 2012, 68,4 milhões de brasileiros eram considerados pobres. O patamar se manteve estável até 2019, caiu no primeiro ano da pandemia e subiu de forma expressiva em 2021 antes de despencar nos anos seguintes.
No ano passado, o total de pessoas na pobreza chegou a 48,9 milhões, consolidando o menor registro desde o início da medição pelo IBGE.
Mesmo registrando avanços, os dados expõem a profunda desigualdade racial no país. Entre as pessoas pretas, 25,8% vivem na pobreza. Entre as pardas, o índice sobe para 29,8%. Já entre pessoas brancas, o percentual cai para 15,1%.
A diferença também aparece nos rendimentos. Segundo o IBGE, os ganhos da população branca são, em média, 65,9% superiores aos de pretos e pardos, revelando que a redução da pobreza não apagou as disparidades históricas.
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